Na tarde de sexta-feira (28), Maicon Gustavo Lomar, de 28 anos, assassinou sua ex-companheira, Tainá de Andrade de Souza, de 29, enquanto ela caminhava pela Rua José Pedroso de Moraes, em Santa Cruz das Palmeiras (SP). Conforme mostram as imagens de câmeras de segurança, ele chegou em uma motocicleta, abordou a vítima e, logo em seguida, disparou. Embora Tainá tenha tentado escapar, Maicon atirou novamente, atingindo-a fatalmente. Mesmo após o socorro chegar rapidamente, a jovem não resistiu aos ferimentos.
No dia seguinte, polícia encontra o corpo do autor do crime
Após o crime, Maicon fugiu. A polícia iniciou as buscas imediatamente. No entanto, no sábado (29), os investigadores encontraram o corpo dele na região da Cachoeira de Emas, em Pirassununga (SP). Tudo indica que ele cometeu suicídio. Agora, os agentes concentram esforços na reconstituição dos passos do autor e na confirmação das motivações, a fim de entender se o assassinato foi premeditado.
Relacionamento conturbado pode ter levado à tragédia
De acordo com relatos de vizinhos e amigos, Maicon e Tainá tiveram um relacionamento marcado por ciúmes e conflitos constantes. Assim, a hipótese de feminicídio ganha força nas investigações. Ainda segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é morta por seu parceiro ou ex-companheiro a cada sete horas no Brasil. Portanto, o caso reforça a urgência em discutir falhas nas medidas protetivas e nos mecanismos de prevenção à violência doméstica.
Sepultamento emociona moradores e levanta debate sobre proteção
No sábado (29), pela manhã, familiares sepultaram Tainá no Cemitério Municipal de Santa Cruz das Palmeiras. Ao longo do velório, a comoção tomou conta dos presentes. Além disso, moradores expressaram revolta e exigiram providências das autoridades. A Polícia Civil prossegue com a apuração dos fatos, enquanto a população espera por respostas concretas e por justiça.
Perguntas frequentes
A ausência de denúncia formal pode ter limitado a atuação da polícia.
A repetição de comportamentos agressivos e o histórico de ameaças já indicavam perigo.
Investimentos em políticas de prevenção, como monitoramento de agressores e apoio psicológico às vítimas, podem reduzir drasticamente os casos de feminicídio.



