Elis Lima Carneiro, uma das gêmeas brasileiras diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progéria, morreu aos 5 anos nesta quarta-feira (30), em Boa Vista, Roraima.
A informação foi comunicada pela própria família nas redes sociais, onde a menina e a irmã gêmea, Eloá, ficaram conhecidas ao compartilhar a rotina e os desafios impostos pela condição genética extremamente rara. As duas conquistaram milhares de pessoas com vídeos de brincadeiras, momentos em família e etapas do tratamento. A morte de Elis provocou uma onda de mensagens de carinho e solidariedade aos familiares.
Irmãs enfrentavam juntas uma condição extremamente rara
Elis e Eloá nasceram em Boa Vista e apresentaram ainda nos primeiros meses de vida sinais que posteriormente levaram ao diagnóstico da progéria. Entre as alterações observadas estavam dificuldade para ganhar peso, queda de cabelo e mudanças na pele.
A síndrome de Hutchinson-Gilford provoca o envelhecimento acelerado do organismo ainda durante a infância. A condição é extremamente rara e pode comprometer diferentes partes do corpo, principalmente o sistema cardiovascular.
As irmãs chamaram atenção pela raridade ainda maior de ambas apresentarem a condição. Elas chegaram a ser apontadas como as únicas gêmeas conhecidas no mundo diagnosticadas com a síndrome e também se tornaram referência para famílias que convivem com doenças raras.
Família compartilhou despedida nas redes sociais
Guilherme Lago, irmão mais velho de Elis e Eloá, comunicou a morte e falou sobre a despedida da menina.
“Hoje a Elis descansou no Senhor. É muito difícil, porque a gente nunca queria que isso acontecesse, mas a gente também não pode ser egoísta”, afirmou.
Durante os últimos anos, a família compartilhou momentos da rotina das crianças e mostrou desde situações simples da infância até os desafios relacionados aos cuidados médicos. A exposição também ajudou a ampliar o conhecimento sobre a progéria e aproximou milhares de seguidores da realidade enfrentada pelas meninas.
Após a confirmação da morte, diversas mensagens de despedida e apoio foram publicadas nas redes sociais.
Progéria provoca envelhecimento acelerado na infância
A progéria resulta de uma alteração genética e provoca sinais de envelhecimento precoce. Apesar das mudanças físicas características, a doença não significa que todos os aspectos do desenvolvimento infantil envelheçam na mesma velocidade.
A condição não possui cura. Por isso, o acompanhamento médico busca controlar complicações, especialmente cardiovasculares, além de preservar a qualidade de vida.
Elis viveu apenas cinco anos, mas sua trajetória ganhou repercussão nacional ao lado de Eloá. As duas ajudaram a dar visibilidade a uma síndrome pouco conhecida e mostraram diariamente momentos de carinho e convivência familiar.
Com a morte da menina, familiares e seguidores prestaram homenagens e recordaram sua trajetória. Eloá continua recebendo acompanhamento e permanece ao lado da família em Boa Vista.
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