A reta final da Série B 2025 escancarou o que o torcedor do Cuiabá já desconfiava: o acesso à elite do futebol brasileiro escapou por entre os dedos. Após o empate contra o América-MG, em Belo Horizonte, o técnico Eduardo Barros falou sobre as dificuldades da partida e fez um balanço sincero do desempenho do Dourado na temporada.
Campo encharcado e jogo truncado
No duelo contra o América-MG, as fortes chuvas mudaram totalmente o cenário da partida. O gramado pesado limitou o estilo técnico das duas equipes, exigindo uma adaptação tática imediata. Eduardo Barros reconheceu a lentidão na leitura do jogo no primeiro tempo, mas destacou a evolução do time nos minutos finais, com maior presença nas disputas de bola e bolas longas mais eficientes. Ainda assim, o Cuiabá não conseguiu segurar a vantagem e cedeu o empate — um retrato fiel do que foi a campanha do clube ao longo do campeonato.
Consistência: o grande calcanhar de Aquiles
Durante a coletiva, Barros foi direto ao apontar a falta de consistência como principal falha da equipe. Em pelo menos cinco jogos, o Cuiabá esteve à frente no placar, mas não conseguiu manter o resultado. O treinador destacou que não foram derrotas por domínio do adversário, mas sim por falhas pontuais de posicionamento e transição defensiva — erros que custaram pontos preciosos e, no fim, o sonho do acesso.
Incertezas para 2025 e um alerta para o futuro
Com a temporada chegando ao fim, o futuro de Eduardo Barros no comando ainda está indefinido. O treinador disse que a decisão cabe à diretoria, mantendo postura profissional enquanto estiver no cargo. Já sobre o cenário de 2026, o técnico vê uma Série B ainda mais competitiva, com clubes tradicionais e orçamentos robustos disputando o acesso. Para ele, o fortalecimento técnico da divisão e a crescente profissionalização tornam o campeonato cada vez mais imprevisível — e exigente.
Perguntas e respostas:
Faltou regularidade para sustentar os resultados conquistados em campo.
Ainda não há definição oficial por parte da diretoria.
Tudo indica que sim. O nível técnico aumentou, e a concorrência promete ser ainda mais acirrada.









