Dono do Banco Master é apontado em investigação sobre rede internacional de prostituição com gastos de R$ 4,3 milhões; veja vídeo

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O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tornou-se alvo de novas suspeitas envolvendo o financiamento de uma suposta rede internacional de prostituição que teria movimentado pelo menos R$ 4,3 milhões desde 2023. Segundo informações divulgadas pelo UOL nesta terça-feira (13), o esquema envolveria intermediários responsáveis pelo recrutamento de mulheres estrangeiras para encontros privados com autoridades e pessoas próximas ao banqueiro. A estrutura também incluiria uma casa noturna em São Paulo e pagamentos a organizadores de eventos. A Polícia Federal abriu um inquérito em maio para investigar possíveis irregularidades relacionadas à contratação dos serviços e à participação de mulheres vindas de outros países.

Investigação aponta recrutamento de estrangeiras para eventos privados

De acordo com a reportagem, pessoas ligadas a Vorcaro teriam organizado a vinda de mulheres estrangeiras ao Brasil para participar de encontros particulares frequentados por convidados do empresário.

A apuração jornalística aponta que intermediários atuavam no recrutamento e na organização dos eventos. Além disso, algumas mulheres teriam permanecido no país com apoio financeiro do ex-banqueiro.

Os gastos associados à estrutura chegariam a pelo menos R$ 4,3 milhões, conforme as informações divulgadas. Entretanto, a existência de pagamentos e encontros privados não comprova, por si só, a prática de crimes.

A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades envolvendo a contratação dos serviços e a presença das estrangeiras no Brasil.

Empresários e promotores de eventos estão entre os investigados

Entre os principais nomes investigados estão Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo. Conforme o UOL, Batista recebia aproximadamente R$ 120 mil mensais de Vorcaro.

Mensagens obtidas pela reportagem indicam que o banqueiro participava de decisões sobre a seleção das mulheres, os pagamentos e a organização dos encontros. As conversas também mencionam mulheres da Ucrânia, Rússia, Venezuela e outros países, incluindo refugiadas em situação de vulnerabilidade.

A reportagem identificou ainda negociações relacionadas à agência Allure Eventos, que teria sido utilizada para organizar contratações. Documentos e mensagens apontam tratativas para a aquisição de uma participação de 50% na empresa.

Polícia Federal apura possíveis crimes na contratação das mulheres

A Polícia Federal abriu um inquérito em maio para investigar possíveis ilegalidades relacionadas ao recrutamento e à contratação das estrangeiras. Entre os pontos que exigem esclarecimento estão as condições de trabalho, a atuação dos intermediários e a eventual exploração sexual.

No Brasil, o exercício voluntário da prostituição por adultos não constitui crime. Entretanto, a legislação prevê punições para determinadas formas de exploração sexual e tráfico de pessoas.

As autoridades ainda precisam esclarecer se houve violência, coação, abuso de vulnerabilidade ou outras circunstâncias que caracterizem crimes.

Segundo o UOL, Leonardo Serrano e Diogo Batista não responderam aos contatos realizados pela reportagem. As suspeitas permanecem sob investigação e não representam uma condenação dos envolvidos.

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