Durante a votação do Projeto de Lei 3935/08, que propõe ampliar a licença-paternidade de cinco para quinze dias, o deputado federal Glauber Braga (RJ) chamou atenção ao relacionar o tema com a chegada recente de seu filho, Hugo, fruto de seu relacionamento com a deputada Sâmia Bomfim (SP). Em discurso no plenário, ele destacou que a presença paterna nos primeiros dias de vida não é apenas um benefício para o trabalhador, mas um direito fundamental da criança.
O projeto e a importância da presença paterna
O projeto, que tramita há anos no Congresso, tem como objetivo ajustar a legislação à nova realidade das famílias brasileiras. A proposta busca ampliar o tempo de convívio entre pais e filhos recém-nascidos, permitindo uma adaptação mais saudável e participativa no ambiente familiar. Glauber Braga afirmou que a medida representa um avanço, embora ainda considere que o ideal seria uma licença de 180 dias.
Segundo o parlamentar, os primeiros dias após o nascimento são cruciais para o desenvolvimento do vínculo afetivo entre pais e filhos. Ele ressaltou que, assim como a licença-maternidade é essencial para a recuperação da mãe e o cuidado com o bebê, a licença-paternidade deve garantir que o pai participe ativamente do início da vida da criança. “A paternidade não se resume a prover, mas a estar presente”, afirmou.
Uma questão de igualdade e desenvolvimento social
O debate sobre a ampliação da licença-paternidade também envolve igualdade de gênero. Especialistas defendem que dividir responsabilidades desde o nascimento contribui para reduzir desigualdades no mercado de trabalho e fortalecer o papel da mulher. Com a presença paterna mais ativa, mães têm maior apoio físico e emocional, o que impacta diretamente na saúde da família.
Além disso, estudos apontam que crianças que convivem com pais participativos nos primeiros meses de vida desenvolvem maior segurança emocional e vínculos mais fortes ao longo da infância. Nesse sentido, a proposta ganha um tom de política pública voltada não apenas aos trabalhadores, mas à formação social das futuras gerações.
Um passo adiante nas políticas familiares
Apesar de o projeto prever apenas dez dias adicionais, a aprovação representaria o maior avanço na legislação trabalhista sobre o tema desde a Constituição de 1988. Para Glauber Braga, o país precisa modernizar suas leis e valorizar o cuidado parental como política de Estado. Ele enfatizou que o tema não deve ser tratado como um favor, mas como um investimento na infância e na estrutura familiar.
O parlamentar encerrou sua fala afirmando que a presença paterna é uma responsabilidade compartilhada entre pais, empresas e governo. “Cuidar dos filhos desde o primeiro dia é cuidar do futuro do Brasil”, concluiu.
Perguntas e respostas
A ampliação da licença-paternidade de cinco para quinze dias para os trabalhadores brasileiros.
Para mostrar que a presença paterna nos primeiros dias é essencial para o desenvolvimento da criança.
A criação de leis que equiparem o tempo de licença de pais e mães, promovendo igualdade e cuidado conjunto.


