A exoneração do delegado Eric Márcio Fantin da Polícia Civil de Mato Grosso, ocorrida na última sexta-feira (14), tem gerado grande repercussão. O desligamento foi publicado no Diário Oficial do Estado e assinado pelo governador Mauro Mendes, com base em um relatório da Comissão Permanente de Avaliação de Estágio Probatório (PAEP). O documento avaliou o desempenho do delegado e serviu de embasamento para a decisão.
A saída de Fantin ocorre em meio a um histórico de polêmicas, incluindo investigações contra políticos, acusações de ameaças e o vazamento de um vídeo íntimo. O ex-delegado reagiu publicamente, alegando surpresa e injustiça no processo, e declarou que pretende contestar a exoneração na Justiça.
Relatório aponta seis sindicâncias contra Fantin
O governo justificou a exoneração com base no relatório da Comissão Permanente de Avaliação de Estágio Probatório. O documento, assinado pela Delegada-Geral da Polícia Judiciária Civil e pelo Secretário de Estado de Segurança Pública, indicou que Fantin responde a seis sindicâncias internas.
O ex-delegado contestou um dos inquéritos usados na avaliação e acusou quatro policiais de Colniza de forjar provas contra ele. Segundo Fantin, o Ministério Público e o Poder Judiciário arquivaram o caso, mas a comissão utilizou o processo para justificar a exoneração.
Além das sindicâncias, Fantin investigou políticos e denunciou ameaças de morte. O vazamento de um vídeo íntimo também gerou repercussão e levantou suspeitas sobre uma possível campanha de desmoralização contra ele.
Fantin denuncia retaliação política e pede apoio
Fantin usou as redes sociais para criticar a exoneração e sugeriu que o governo agiu por motivação política. Em seu perfil no Instagram, ele afirmou:
“Fui pego de surpresa com a decisão do governador Mauro Mendes de me exonerar, baseada no parecer de uma comissão do estágio probatório.”
Ele sugeriu que sua candidatura nas eleições municipais de Brasnorte influenciou na decisão:
“Parece uma punição por eu ter disputado a eleição em Brasnorte. Agora, os criminosos estão comemorando minha exoneração nas redes sociais.”
Fantin pediu que seus seguidores pressionem o governo e os parlamentares estaduais:
“Marquem os deputados e o governador para que essa injustiça seja corrigida.”
Repercussão política e consequências
A exoneração de Fantin provocou reações dentro e fora da Polícia Civil. Aliados do ex-delegado afirmam que ele incomodou setores políticos e que sua saída representa um golpe contra investigações de corrupção. Já os defensores da decisão do governo alegam que a exoneração seguiu critérios técnicos e administrativos.
Perguntas frequentes
O governador Mauro Mendes exonerou o delegado Eric Márcio Fantin com base em um relatório da Comissão Permanente de Avaliação de Estágio Probatório, que apontou seis sindicâncias contra ele.
Fantin alega que sim, sugerindo que sua candidatura em Brasnorte influenciou na decisão, mas o governo afirma que a medida seguiu critérios técnicos.
Ele declarou que vai recorrer à Justiça para tentar reverter a decisão, mas o processo pode ser longo e depende de decisão judicial.




