A delegada da Polícia Civil de Mato Grosso, Jannira Laranjeiras, denunciou nesta segunda-feira (2) que recebeu mensagens de intimidação após elogiar a atuação da instituição na prisão do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos. A Justiça decretou a prisão do policial no domingo (1º), após exames de DNA confirmarem que ele estuprou uma detenta na delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá.
Polícia Civil investiga e prende investigador
Após a denúncia da vítima, a Polícia Civil instaurou imediatamente um inquérito. Os peritos analisaram o material genético colhido da detenta e confirmaram que o DNA pertence a Manoel Batista. Os investigadores reuniram provas suficientes para que a Justiça determinasse a prisão preventiva do servidor público, que recebe salário de R$ 21,9 mil. Batista nega o crime, mas permanece preso.
Delegada elogia investigação e vira alvo de retaliação
Jannira usou suas redes sociais para parabenizar os policiais civis de Sorriso pela forma técnica e ética com que conduziram o caso. No entanto, após a publicação, a delegada começou a receber mensagens com tom de ameaça e deboche, enviadas por colegas da própria corporação.
Ela compartilhou parte das mensagens e afirmou que os autores tentaram constrangê-la por se posicionar a favor da responsabilização criminal. “As mensagens tentam deslegitimar minha atuação como mulher e como especialista no enfrentamento à violência de gênero. Não desrespeitei ninguém. Apenas defendi a investigação com base em provas”, afirmou.
Agentes tentam intimidar posicionamento técnico
Em um dos prints divulgados, um dos autores afirma que o posicionamento da delegada foi “desprezível”. Jannira interpretou o conteúdo como uma tentativa de silenciá-la. Ela optou por não divulgar os nomes dos remetentes, mas reforçou que continuará apoiando ações firmes contra qualquer violação de direitos humanos, inclusive dentro da própria Polícia Civil.
Perguntas frequentes
Porque defendeu publicamente a prisão de um policial acusado de estuprar uma detenta.
Um exame de DNA confirmou que o material genético dele estava na vítima.
Sim. Intimidação pode gerar investigação administrativa e criminal.


