Defesa divulga vídeo e contesta versão policial sobre morte do cão Orelha; Veja vídeo

Vídeo

A defesa do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha divulgou um vídeo que questiona a cronologia apresentada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). As imagens, gravadas por câmeras de segurança de um condomínio, mostram o cachorro circulando pela rua às 7h05 do dia 4 de janeiro, sem ferimentos aparentes. O registro ocorreu cerca de uma hora e meia após o horário em que, segundo a polícia, teria acontecido a agressão, por volta das 5h30.

O material trouxe novos elementos ao caso e reacendeu o debate sobre o momento exato em que o animal foi ferido. A defesa afirma que o vídeo contradiz a linha do tempo divulgada inicialmente e pede cautela na responsabilização do adolescente enquanto as investigações seguem em andamento.

Advogado aponta lacunas na cronologia do caso

O advogado Alexandre Kale, que representa o adolescente, afirmou que o intervalo entre o horário estimado da agressão e o registro em vídeo é “muito longo”. Para ele, não é possível afirmar que o cão já estivesse mortalmente ferido naquele momento. A defesa destaca que não existem imagens diretas da agressão nem testemunhas presenciais que confirmem o ato, o que enfraquece a acusação.

Imagens mostram animal andando normalmente

No vídeo apresentado, Orelha aparece caminhando de forma regular, sem sinais visíveis de sofrimento ou dificuldade de locomoção. Segundo os advogados, esse detalhe reforça a tese de que o animal não teria sofrido uma agressão grave antes da gravação. A defesa sustenta que o conteúdo exige uma reavaliação cuidadosa dos fatos e da sequência dos acontecimentos.

Polícia reconhece cão no vídeo e mantém investigação

A Polícia Civil confirmou que o cachorro visto nas imagens é Orelha. No entanto, a corporação esclareceu que nunca afirmou que o animal morreu imediatamente após a pancada. A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, informou que moradores relataram ter visto o cão machucado ao longo do dia 4 de janeiro. A polícia segue apurando o caso para esclarecer todas as circunstâncias.

Perguntas e respostas

O que a defesa apresentou como novo elemento?

Um vídeo que mostra o cão andando após o horário estimado da agressão.

Qual o principal argumento da defesa?

A ausência de provas diretas e a contradição na cronologia do caso.

A investigação foi encerrada?

Não, a Polícia Civil segue apurando os fatos.



Karolina silva

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