Cuca revela conversa com Neymar, critica suspensão e comenta polêmicas de arbitragem contra o Palmeiras

Fabíola Maria Costa Silva •

O técnico Cuca revelou que conversou com Neymar após a punição aplicada ao atacante pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e lamentou a ausência do camisa 10 nos próximos jogos do Santos. As declarações ocorreram nesta quarta-feira (28), depois do empate da equipe santista com o Palmeiras, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador afirmou que Neymar negou ter feito comentários ofensivos durante uma discussão com Rodrigo Nestor, do Bahia, e considerou pesada a suspensão de mais duas partidas. Além disso, Cuca comentou as reclamações sobre a arbitragem do clássico, que envolveram dois possíveis pênaltis e uma eventual expulsão do lateral Piquerez.

Neymar nega ofensas em discussão com jogador do Bahia

A punição de Neymar aconteceu após uma discussão com Rodrigo Nestor durante a partida entre Santos e Bahia.

Na ocasião, o atacante colocou a mão na frente da boca enquanto conversava com o adversário.

O episódio provocou questionamentos sobre o conteúdo da conversa e levou o caso à Justiça Desportiva.

Após a partida, Cuca procurou Neymar para entender o que havia acontecido.

“Conversei com ele, perguntei o que falou para o Nestor e ele me disse que não falou nada. Essas coisas podem ser evitadas, você pode evitar colocar a mão na boca, mas o jogador que está denunciando tem que entender que somos adversários, não inimigos”, disse.

O treinador reconheceu que o gesto poderia ter sido evitado, mas defendeu o atacante diante da punição.

Cuca considera suspensão pesada e espera reação do Santos

Neymar já havia recebido uma expulsão na partida contra o Bahia.

Posteriormente, o STJD aplicou mais dois jogos de suspensão ao camisa 10, em um julgamento relacionado às regras de combate à discriminação no futebol.

Com isso, o atacante ficou fora do clássico contra o Palmeiras e também desfalcará o Santos nos confrontos diante de Bragantino e Coritiba.

Cuca lamentou a ausência de um dos principais jogadores do elenco e afirmou que o departamento jurídico poderá avaliar medidas para tentar reduzir a punição.

“Ele não ofendeu, não foi racita e nem homofóbico, e pegou um ganho de duas partidas. É pesado, faz muita falta para nós. Vamos ver o que nosso jurídico pode fazer para diminuir essa perda”, completou.

As declarações representam a versão apresentada pelo treinador sobre o episódio.

Santos reclama de dois possíveis pênaltis contra o Palmeiras

Além da situação de Neymar, Cuca também comentou os lances polêmicos do empate entre Santos e Palmeiras.

Durante o clássico, os jogadores santistas reclamaram de dois possíveis pênaltis que a arbitragem não marcou.

Uma das jogadas gerou dúvidas sobre um possível toque de mão.

Entretanto, o treinador evitou acusar os árbitros de agir de maneira intencional para prejudicar sua equipe.

“A vida do árbitro é dura. Tem um ângulo que mostra que foi ombro e um outro ângulo que mostra que é mão. Temos que entender que é assim, eles não tem maldade, poderiam ter dado pênalti e não ter dado”

Cuca destacou que diferentes imagens podem provocar interpretações distintas sobre o mesmo lance.

Treinador também comenta possível expulsão de Piquerez

Outro episódio que gerou reclamações durante o clássico envolveu o lateral Piquerez, do Palmeiras.

O Santos pediu a expulsão do jogador, mas a arbitragem não aplicou o cartão vermelho.

Ao analisar a jogada, Cuca afirmou que a decisão também dependia da interpretação dos responsáveis pela partida.

“O lance do cartão é a mesma coisa, poderiam ter dado ou não, são interpretativos, se interpretassem para a gente, a reclamação seria do Palmeiras, com certeza”

O treinador reconheceu que decisões favoráveis ao Santos poderiam provocar reclamações semelhantes do lado palmeirense.

Após o empate pela 33ª rodada, a equipe santista terá que se preparar para os próximos compromissos do Campeonato Brasileiro sem Neymar.

Enquanto isso, o clube poderá avaliar a possibilidade de recorrer da punição aplicada ao atacante pelo STJD.

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