Na madrugada de domingo (16), um ladrão invadiu um salão de beleza no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, e furtou diversos apliques de cabelo. O crime causou um prejuízo estimado em R$ 150 mil.
Câmeras de segurança registraram toda a ação. As imagens, exibidas nesta terça-feira (18) no programa “Cadeia Neles”, da TV Vila Real, mostram o criminoso arrombando a porta do salão e ferindo a mão durante a invasão. Ele permaneceu no local por apenas três minutos e foi direto até os mega hairs mais valiosos.
Dona do salão aponta possível encomenda do crime
A proprietária do salão demonstrou indignação e suspeita que o furto tenha sido planejado. “Em três minutos, o ladrão levou algo que demorei anos para construir. Isso causa uma sensação de impotência. Além do prejuízo de R$ 150 mil, ainda preciso arcar com os danos à estrutura. Quero saber quem mandou fazer isso”, afirmou.
Ela acredita que o criminoso já sabia onde encontrar os apliques mais caros. Essa precisão levanta a possibilidade de um crime encomendado, possivelmente por alguém do setor da beleza ou do mercado clandestino de mega hairs.
Mercado ilegal de cabelos aumenta casos de furto
O furto de apliques de cabelo se tornou uma prática criminosa cada vez mais comum no Brasil. O mercado negro de cabelos naturais movimenta grandes quantias e atrai criminosos especializados. Salões clandestinos e vendedores informais comercializam os produtos furtados sem nota fiscal, muitas vezes por preços abaixo do mercado.
Especialistas do setor de beleza afirmam que mega hairs de alta qualidade atingem valores altíssimos, dependendo da origem e do tratamento do cabelo. A demanda crescente incentiva furtos e golpes em vendas on-line.
Perguntas frequentes
Os apliques de cabelo possuem alto valor no mercado e podem ser revendidos clandestinamente sem deixar rastros.
Os preços variam, mas alguns apliques podem custar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, dependendo da origem e do tipo de cabelo.
Investir em câmeras de segurança, cofres para armazenar produtos valiosos e evitar divulgar estoques em redes sociais reduz o risco de crimes.









