A Polícia Civil desmantelou uma quadrilha que aplicava golpes em familiares de pacientes internados em um hospital referência no tratamento de câncer em Teresina, Piauí. Durante a operação desta quarta-feira (19), agentes prenderam cinco mulheres em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso.
Golpistas enganavam familiares e arrecadavam dinheiro ilegalmente
As investigações revelaram que as criminosas acessavam informações de pacientes internados. Com esses dados, ligavam para os familiares e se passavam por médicas. Durante as chamadas, exigiam transferências bancárias para supostos procedimentos urgentes. Enganadas pela falsa urgência, as vítimas depositavam dinheiro em contas controladas pelo grupo.
Prejuízo passa de R$ 50 mil e polícia busca mais vítimas
Os investigadores estimam que a quadrilha tenha arrecadado mais de R$ 50 mil entre 2024 e 2025. A polícia já identificou pelo menos cinco vítimas, mas acredita que o número seja maior. Além das prisões, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão. As suspeitas responderão por estelionato e associação criminosa.
Criminosos aproveitam fragilidade emocional das vítimas
Fraudes financeiras no setor de saúde têm aumentado nos últimos anos. Criminosos exploram a fragilidade emocional de pessoas que enfrentam situações delicadas com familiares hospitalizados. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), golpes envolvendo transferências bancárias cresceram 165% recentemente.
Polícia mantém investigações e busca mais envolvidos
A Polícia Civil segue investigando o caso e busca identificar outros integrantes da quadrilha. As autoridades pedem que possíveis vítimas procurem a delegacia e registrem denúncias. A operação reforça o combate a crimes que exploram a dor e o desespero de famílias em momentos difíceis.
Perguntas frequentes
As cinco mulheres presas faziam parte de uma quadrilha especializada em fraudes financeiras e se passavam por médicas para enganar familiares de pacientes.
As investigações indicam que as criminosas tinham acesso privilegiado às informações dos pacientes, mas a polícia ainda apura se houve vazamento dentro do hospital.
Antes de qualquer pagamento, entre em contato diretamente com a unidade de saúde, confirme a cobrança e desconfie de pedidos urgentes de transferência.









