Criminosos invadiram a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Peixoto de Azevedo, no sábado (28), e mataram brutalmente ao menos 30 coelhos a pauladas. Os animais integravam terapias com crianças autistas. Ao lado dos corpos, os invasores deixaram um bilhete com ameaças diretas ao vereador Evandro Kommers (PSB), que também dirige a instituição.
O próprio Kommers descobriu o crime na manhã de domingo (29), quando foi alimentar os animais. Ele encontrou os corpos espalhados pelo local e o bilhete com ameaças. O parlamentar registrou o caso nas redes sociais e cobrou investigação urgente.
Vereador denuncia crime e reage com firmeza
Evandro Kommers repudiou o ataque e afirmou que os autores buscaram intimidá-lo por meio da crueldade. “Pessoas covardes, que não têm coragem de nos enfrentar de frente, recorreram a essa monstruosidade. Deixaram recados, mas não vão me calar nem me afastar do trabalho que faço”, declarou o vereador.
Kommers lamentou profundamente o impacto do ataque nas crianças atendidas pela APAE. “Estamos tristes, principalmente pelos nossos alunos. Esses animais faziam parte da terapia e do desenvolvimento emocional de crianças com autismo”, destacou.
Câmara Municipal reage e cobra justiça
O presidente da Câmara Municipal, vereador Thawê Dorta, visitou a APAE no domingo e prestou apoio à direção, às crianças e às famílias. Ele classificou o crime como “ato bárbaro e inadmissível”.
“A APAE presta um serviço essencial. Os coelhos não eram simples mascotes. Eles participavam ativamente da reabilitação física e emocional das crianças. Isso precisa ser investigado com urgência”, afirmou Dorta. A Câmara Municipal prometeu acompanhar o caso até a punição dos responsáveis.
Comunidade repudia ataque e exige punição
Moradores de Peixoto de Azevedo, entidades de proteção animal e ativistas dos direitos das pessoas com deficiência manifestaram indignação nas redes sociais. A população cobra das autoridades uma resposta rápida, com a identificação dos autores e aplicação da lei.
Especialistas apontam que o ataque carrega sinais de motivação política. O bilhete com ameaças direcionadas ao vereador reforça a suspeita de que os criminosos agiram para intimidar Kommers em razão de sua atuação política ou institucional.
Perguntas frequentes
A suspeita é de vingança ou ameaça política contra o vereador Evandro Kommers, diretor da instituição.
Eles participavam de terapias com crianças autistas, ajudando no desenvolvimento emocional e motor.
Ainda não. A polícia investiga o caso, mas não há suspeitos identificados até o momento.



