O vereador Jeferson Siqueira (PSD) protagonizou um momento de tensão na Câmara Municipal de Cuiabá, na sessão desta terça-feira (17), ao bater boca com a presidente da Casa, Paula Calil (PL). O embate começou quando Siqueira acusou a Secretaria de Comunicação (Secom) do Legislativo de beneficiar apenas vereadores alinhados à presidência nas publicações do site oficial da Câmara.
A situação ficou mais tensa quando o vereador elevou o tom, gerando desconforto entre os presentes. Paula Calil, então, decidiu cortar o direito de fala do parlamentar, alegando quebra de decoro e falta de respeito às normas regimentais.
Acusações sobre favorecimento na comunicação oficial
Jeferson Siqueira, que lidera a oposição na Câmara, afirmou que o site institucional não tem tratado os vereadores de maneira igualitária. Segundo ele, a Secom prioriza divulgar ações, projetos e posicionamentos de parlamentares que fazem parte da base de apoio da presidência.
“Não é possível aceitar que um canal oficial, custeado com dinheiro público, seja usado para promoção pessoal de alguns. Isso é desrespeito com os outros vereadores e, principalmente, com a população”, disparou Jeferson antes de ter sua fala cortada.
Paula Calil reage e impõe limite na sessão
Diante da fala, Paula Calil reagiu de imediato, alegando que o vereador estava desrespeitando tanto ela quanto os servidores da comunicação. “Respeito é a base dessa Casa. Aqui ninguém vai levantar calúnia ou criar tumulto sem apresentar provas”, disse Paula antes de suspender o microfone do vereador.
Oposição promete levar o caso adiante
Mesmo com o corte de sua fala, Jeferson Siqueira declarou, fora da tribuna, que pretende formalizar uma denúncia junto à Comissão de Ética da Câmara e, se necessário, acionar o Ministério Público para apurar a possível prática de improbidade administrativa.
Perguntas e respostas
O que motivou o bate-boca?
Acusações de favorecimento na comunicação da Câmara.
A fala de Jeferson foi totalmente cortada?
Sim, Paula Calil suspendeu seu direito de fala na sessão.
Haverá investigação formal?
O vereador promete acionar a Comissão de Ética e o Ministério Público.



