Uma chuva intensa atingiu Várzea Grande na tarde de quarta-feira, 4 de fevereiro, e provocou alagamentos em diversos pontos das cidades. Moradores gravaram vídeos que mostram o Terminal André Maggi, em Várzea Grande, completamente inundado. A água cobriu plataformas e corredores por onde circulam centenas de passageiros todos os dias.
Os moradores que estavam em áreas mais altas do terminal conseguiram se proteger, mas muitos enfrentaram dificuldade para sair do local. Nas ruas próximas, os motoristas enfrentaram correntezas, enquanto a água suja invadiu calçadas, cercou carros e entrou em residências.
Cuiabá repete o mesmo cenário de alagamentos
A capital mato-grossense também sofreu com as consequências do temporal. Em bairros como Pedra 90, Porto e Morada do Ouro, a água tomou conta das ruas, o que impediu a passagem de veículos e afetou o comércio local. A população recorreu a grupos de redes sociais para relatar os alagamentos e alertar outros moradores sobre áreas críticas.
Alagamentos frequentes acendem alerta urbano
A frequência desses episódios exige uma resposta imediata do poder público. Especialistas em urbanismo alertam para o colapso do sistema de drenagem urbana nas cidades da região metropolitana de Cuiabá. A expansão urbana ocorreu sem planejamento adequado, o que agrava os efeitos das chuvas de verão.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) previu chuvas acima da média para o trimestre. A previsão inclui temporais localizados, com ventos fortes e descargas elétricas, o que aumenta o risco de alagamentos. Diante disso, a população cobra ações efetivas, como obras de drenagem, desassoreamento de córregos e planejamento urbano sustentável.
Perguntas frequentes
A cidade tem falhas históricas no sistema de drenagem e sofre com o crescimento urbano desordenado.
Sim, moradores relatam que o terminal alaga com frequência durante temporais, por estar em área de baixa drenagem.
Segundo o INMET, o período chuvoso segue até março, com possibilidade de novos temporais.


