Em uma pequena rua da Ilha de Itamaracá, no litoral norte de Pernambuco, Edna Dantas e sua filha, Maria Gabrielly, surpreenderam ao construir, com as próprias mãos, uma casa feita com oito mil garrafas de vidro reutilizadas. A construção, batizada de Casa de Sal, vai muito além de uma simples moradia. Ela representa, acima de tudo, um projeto de vida baseado em afeto, sustentabilidade e autonomia.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) July 25, 2025
Técnica original une beleza, economia e funcionalidade
Desde o início da obra, Edna e Maria adotaram uma abordagem inovadora. Diferente de outras construções que utilizam garrafas deitadas, elas optaram por posicioná-las na vertical. Essa escolha, segundo Edna, não foi apenas estética. Na prática, a técnica permite que a luz do sol atravesse o vidro com mais intensidade, garantindo uma iluminação natural constante e agradável ao longo do dia.
Além disso, ao aproveitar melhor a luz natural, elas conseguiram reduzir significativamente o uso de materiais adicionais, como cimento e tijolos. Portanto, a decisão foi estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. A casa ganhou, assim, um charme único, que reflete o cuidado e a criatividade das duas mulheres.
Luz transforma interior da casa em espetáculo diário
Ao longo do dia, os feixes solares atravessam as garrafas coloridas e projetam luzes vibrantes pelas paredes, criando um ambiente acolhedor e artisticamente iluminado. Quando o sol se põe, esse mesmo efeito transforma o interior da casa em um verdadeiro mosaico vivo, que muda de cor conforme a hora e o ângulo da luz.
Com isso, Edna e Maria não apenas criaram uma moradia funcional, como também desenvolveram um espaço que encanta pela beleza e sensibilidade. A estrutura, portanto, funciona como uma obra de arte habitável, construída com propósito e significado.
Projeto inspira pela força, ancestralidade e exemplo
Ao final da construção, Edna declarou que viver na casa erguida junto da filha representa a maior realização de sua vida. Como mulher negra com mais de 50 anos, ela afirmou sentir orgulho por cada detalhe pensado, executado e vivido nesse projeto. “Essa casa carrega nossa história e nosso saber. É a maior obra da nossa vida”, disse.
Dessa forma, a Casa de Sal se consolidou como um exemplo de arquitetura sustentável, criativa e afetiva. Cada visitante que conhece o local sai com a certeza de que é possível transformar dificuldades em soluções incríveis, especialmente quando há amor, dedicação e resistência envolvidos.
Perguntas frequentes
Porque essa técnica aproveita melhor a luz do sol e reduz o uso de outros materiais.
Na Ilha de Itamaracá, no litoral norte de Pernambuco.
Ela foi construída por mãe e filha, une beleza e sustentabilidade e virou símbolo de resistência.




