Na manhã desta terça-feira (29), um ônibus de fretamento pegou fogo e foi totalmente consumido pelas chamas na Via Expressa de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O incidente ocorreu por volta das 5h30, próximo ao Terminal Petrolândia. Embora ninguém tenha se ferido, o caso gerou transtornos significativos no trânsito e reacendeu discussões sobre segurança no transporte coletivo.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) July 29, 2025
Motorista escapa e evita tragédia maior
Assim que percebeu uma falha mecânica no motor, o motorista reagiu rapidamente. Ele parou o veículo no acostamento e saiu antes que as chamas se alastrassem. Em poucos minutos, o fogo envolveu toda a estrutura do ônibus. Embora o susto tenha sido grande, o condutor escapou sem ferimentos. Logo em seguida, o Corpo de Bombeiros chegou ao local e conseguiu controlar o incêndio, evitando que as chamas atingissem outros veículos.
Ainda assim, o episódio impressionou motoristas que passavam pela rodovia, e as imagens do ônibus em chamas se espalharam pelas redes sociais. Com o veículo totalmente destruído, o cenário reforçou a importância de ações preventivas em casos de emergência.
Trânsito fica travado e moradores enfrentam horas de lentidão
Enquanto os bombeiros trabalhavam para conter o incêndio, o trânsito na Via Expressa travou completamente no sentido Betim. A liberação parcial da faixa esquerda, realizada às 6h40, não foi suficiente para aliviar o congestionamento. Como consequência, os motoristas enfrentaram filas que ultrapassaram seis quilômetros. Muitos moradores relataram atrasos de até duas horas no deslocamento até o trabalho ou escola.
Além disso, a Transcon orientou os condutores a evitarem o trecho durante toda a manhã. Como alternativa, diversas rotas secundárias sofreram com o aumento repentino de veículos, gerando reflexos no trânsito de toda a região metropolitana.
Falta de fiscalização expõe risco crescente de incêndios
Casos como o desta terça-feira mostram, mais uma vez, como a fiscalização falha diante da precariedade de parte da frota de fretamento. De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), mais de 220 ônibus pegaram fogo nas rodovias brasileiras apenas neste ano. Em grande parte das ocorrências, a causa está relacionada à negligência com a manutenção preventiva.
Além disso, especialistas apontam que o envelhecimento da frota, a sobrecarga de uso e a ausência de inspeções periódicas contribuem para o aumento desses episódios. Se o ônibus estivesse com passageiros, o desfecho poderia ter sido catastrófico. Portanto, cresce a pressão por medidas urgentes e efetivas que garantam a segurança de quem utiliza o transporte coletivo.
Perguntas frequentes
A fiscalização atua de forma limitada e reativa, muitas vezes após os acidentes.
A falta de investimentos e de vontade política emperra mudanças estruturais.
Enquanto a vida humana não se tornar prioridade, a lógica econômica continuará prevalecendo.



