Na manhã desta terça-feira, 8 de julho, uma moradora de Cuiabá viveu uma experiência surpreendente ao utilizar um aplicativo de transporte. Durante o trajeto, ela filmou o interior do carro e revelou uma cena inusitada: o motorista adaptou o veículo para vender salgadinhos, doces e bebidas aos passageiros.
No vídeo, a passageira mostrou o banco dianteiro repleto de guloseimas — balas, chocolates e outros quitutes. Uma caixa térmica estrategicamente posicionada armazenava refrigerantes e águas geladas. Ela elogiou a ideia e compartilhou a gravação nas redes sociais, onde rapidamente viralizou.
Motorista aposta na criatividade e aumenta a renda com vendas a bordo
O motorista apostou na praticidade e transformou o carro em um espaço de conveniência sobre rodas. Ele passou a lucrar não apenas com as corridas, mas também com os produtos vendidos aos passageiros. Muitos internautas aprovaram a iniciativa e destacaram o conforto que a proposta oferece, especialmente para quem está com pressa ou viaja com crianças.
A proposta também reflete um movimento mais amplo entre trabalhadores de app. Com a queda no valor das corridas e o aumento nos custos operacionais, muitos motoristas passaram a buscar alternativas para complementar a renda.
Especialistas apontam riscos legais e destacam a necessidade de regulamentação
Apesar do sucesso, a ideia gera debates sobre segurança e legalidade. Juristas alertam que vender alimentos e bebidas em carros de transporte pode esbarrar em normas da Vigilância Sanitária. Caso o passageiro sofra algum mal-estar por conta do consumo, o motorista pode responder judicialmente.
Além disso, algumas plataformas de mobilidade proíbem esse tipo de comércio durante as corridas, alegando desvio de função. Até agora, nenhuma empresa se posicionou sobre o caso em Cuiabá.
Perguntas frequentes
Depende da cidade e da plataforma. Não há lei federal que proíba, mas a prática pode contrariar normas sanitárias ou regras do app.
Sim. Muitos complementam a renda vendendo snacks e bebidas, desde que assumam os riscos e cuidem da higiene.
O motorista pode ser responsabilizado civilmente, especialmente se não tiver autorização para comercializar alimentos.



