Na manhã desta quinta-feira (3), por volta das 11h, um caminhão carregado com leite tombou ao fazer uma curva acentuada na ERS-129, entre Vanini e David Canabarro, no norte do Rio Grande do Sul. O acidente, conforme mostram imagens de uma câmera de segurança, aconteceu de forma rápida e impactante. O veículo perdeu o controle, atravessou a pista e, em seguida, colidiu com dois carros que trafegavam no sentido oposto. Embora esse trecho já tenha histórico de ocorrências semelhantes, nenhuma intervenção relevante foi realizada até agora.
Feridos recebem socorro imediato após o impacto
Logo após o tombamento, equipes de socorro chegaram ao local. O motorista do caminhão e o condutor de um Chevrolet Celta saíram ilesos. No entanto, o motorista de uma caminhonete e sua filha, de apenas 6 anos, sofreram ferimentos. A menina teve um corte na cabeça e fraturou a mandíbula. Diante da gravidade das lesões, socorristas encaminharam os dois para atendimento hospitalar. Apesar do susto, ambos permanecem em estado estável. Assim, o atendimento rápido foi fundamental para evitar complicações maiores.
Histórico de acidentes levanta questionamentos sobre a rodovia
Não por acaso, a ERS-129 já acumula diversos acidentes semelhantes. De acordo com dados do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER-RS), esse trecho apresenta alto índice de tombamentos, principalmente envolvendo caminhões com carga líquida. Além disso, motoristas relatam falhas na sinalização, ausência de redutores de velocidade e pista irregular. Portanto, especialistas alertam: sem ações concretas, acidentes como este continuarão ocorrendo.
Trânsito é liberado, mas sensação de insegurança permanece
Após algumas horas de interdição parcial, a Brigada Militar liberou a pista. No entanto, o medo entre moradores e motoristas persiste. Embora o tráfego tenha voltado ao normal, nenhuma medida emergencial foi anunciada. Dessa forma, o acidente reabre o debate sobre a urgência de investimentos em infraestrutura viária na região.
Perguntas frequentes
Porque o líquido se movimenta dentro do tanque, desestabilizando o veículo em curvas.
Principalmente investimento em sinalização, obras estruturais e fiscalização de tráfego.
Com curvas readequadas, placas visíveis e restrição de velocidade para caminhões pesados.




