Vienna Würstel, influencer trans de 25 anos, voltou aos holofotes nas redes sociais. Desta vez, porém, ela revelou as consequências preocupantes de sua jornada estética. Desde os 18 anos, Vienna já investiu aproximadamente R$ 1 milhão em procedimentos plásticos, dos quais R$ 278 mil foram destinados exclusivamente a preenchimentos labiais. Como resultado, ela não consegue mais fechar totalmente a boca, o que provoca dificuldades respiratórias e dores de garganta frequentes. “Fico com dor de garganta pela manhã porque minha boca está sempre aberta”, afirmou ao Daily Mail.
Apesar dos riscos, Vienna não pretende parar
Ainda que enfrente efeitos colaterais graves, Vienna reforça que não se arrepende. Segundo ela, o resultado estético alcançado vale cada centavo. Atualmente morando em Mallorca, na Espanha, ela viaja com frequência a cada duas a quatro semanas até Frankfurt, na Alemanha, para realizar os procedimentos com o cirurgião que, conforme afirma, “é o melhor do mundo”. Essa dedicação contínua demonstra o quanto a aparência se tornou prioridade máxima para a jovem, mesmo que isso implique prejuízos à própria saúde.
Especialistas alertam para o excesso de intervenções
Enquanto Vienna celebra sua transformação, profissionais da saúde alertam para os perigos do excesso. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica adverte que intervenções em sequência podem causar infecções, necroses e deformações permanentes. No caso de Vienna, as alterações labiais já prejudicam funções básicas, como falar, respirar e até dormir. Por isso, muitos especialistas defendem uma abordagem mais ética e cautelosa por parte dos profissionais que realizam esses procedimentos.
Quando a estética ultrapassa os limites da saúde mental
Por outro lado, psicólogos chamam atenção para um possível transtorno dismórfico corporal condição em que a pessoa desenvolve uma obsessão por imperfeições imaginárias no corpo. Em muitos casos, isso leva a um ciclo vicioso de cirurgias. Embora Vienna não tenha revelado diagnóstico clínico, os sinais são evidentes: viagens constantes, negação dos danos e desejo contínuo por mais intervenções. Assim, sua história levanta um debate urgente sobre até onde a estética pode ir antes de se tornar um problema de saúde mental.
Perguntas frequentes
Muitas vezes, a causa está ligada a transtornos como a dismorfia corporal.
Sim, profissionais têm responsabilidade ética e legal sobre seus atos.
Quando há dor, limitações e negação da realidade, a vaidade deixa de ser saudável.




