Imagens registradas durante a noite mostram cerca de seis homens participando de uma ação suspeita de furto de combustível na região do Zé do Óculos, próximo ao Peca Salame, entre Sinop e Itaúba. O flagrante reforça a preocupação de caminhoneiros e transportadoras que utilizam diariamente a BR-163, um dos principais corredores logísticos de Mato Grosso.
O caso ocorreu poucos dias após caminhoneiros denunciarem furtos de módulos eletrônicos em Miritituba, Itaituba, Rurópolis, Novo Progresso e Sinop. Agora, criminosos passaram a atacar os tanques de combustível dos veículos de carga, ampliando os prejuízos financeiros e operacionais para o setor de transporte.
Motoristas que percorrem o trecho afirmam que a criminalidade avança enquanto a sensação de segurança diminui. Eles cobram reforço no policiamento e ações permanentes de fiscalização para impedir novos crimes nas rodovias que ligam Mato Grosso aos portos do Norte do país.
Criminosos causam prejuízos diretos ao transporte de cargas
O furto de combustível reduz a autonomia dos caminhões, atrasa entregas e aumenta os custos das viagens. Transportadoras também enfrentam prejuízos operacionais quando precisam interromper rotas para reabastecimento emergencial.
Além das perdas financeiras, a ação criminosa compromete a logística do agronegócio. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos e depende do transporte rodoviário para escoar grande parte da safra. Qualquer interrupção afeta diretamente a cadeia produtiva.
Representantes do setor alertam que a frequência dos furtos exige resposta rápida das autoridades. Eles defendem mais monitoramento, inteligência policial e operações integradas nos pontos considerados vulneráveis.
Lei prevê prisão para autores de furto de combustível
O Código Penal Brasileiro enquadra o furto de combustível no artigo 155. A legislação prevê pena de um a quatro anos de reclusão e aplicação de multa para os responsáveis.
A Justiça pode aumentar a pena quando o crime envolve concurso de pessoas, rompimento de obstáculos ou atuação de organização criminosa. As investigações também podem alcançar receptadores que comprarem ou comercializarem combustível proveniente de furto.







