Câmara reduz imposto sobre SAFs para 5% e medida pode aliviar finanças de Cuiabá e Mixto

Perrengue Mato Grosso

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) a redução da alíquota de impostos sobre a receita das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) para 5%. A medida, que retoma o texto original do Senado, derruba a proposta anterior de 8,5% e tem potencial para impactar diretamente clubes como Cuiabá e Mixto, ambos adeptos do modelo SAF em Mato Grosso.

Clube-empresa ganha fôlego com carga menor

O novo texto estabelece que as SAFs pagarão 5% de imposto sobre a receita mensal dentro de um regime tributário específico, que já unifica tributos como IRPJ, CSLL e contribuições sociais. A versão anterior, mais pesada, previa até a inclusão de CBS e IBS, o que aumentaria significativamente a carga sobre os clubes.

A redução da alíquota representa uma vitória para o setor, que pressionou Brasília para manter a competitividade entre os clubes-empresa e demais organizações esportivas. A articulação envolveu parlamentares e lideranças do futebol nacional.

Cuiabá vê chance de reorganizar o orçamento na Série B

Rebaixado para a Série B, o Cuiabá enfrenta uma queda significativa nas receitas. Com a manutenção da alíquota em 5%, o clube poderá reduzir os custos tributários e ganhar margem para se reestruturar financeiramente. Como SAF, o Dourado já adota uma gestão mais empresarial e, agora, terá maior previsibilidade para planejar a próxima temporada.

Mixto também se beneficia na fase de reconstrução

No caso do Mixto, que também migrou para o modelo SAF, o alívio tributário chega em meio a um processo de modernização. A menor alíquota permite mais folga no orçamento e favorece investimentos em áreas prioritárias como estrutura, base e competições nacionais.

Perguntas e respostas:

O que muda para os clubes com essa alíquota?

Eles pagam menos imposto sobre receita e ganham mais espaço para investir no futebol.

A medida já está valendo?

Ainda não. O projeto segue para sanção presidencial e pode sofrer vetos.

A redução da alíquota é definitiva?

Ela depende da sanção presidencial e da manutenção da regra no texto da reforma tributária.

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