A polêmica sobre o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro voltou com força após declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch. Durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá, ele chamou o tema de “gravíssimo” e classificou o gramado artificial como uma “imitação de grama”, que oferece uma vantagem competitiva desleal aos clubes que o utilizam.
Vantagem oculta ou tecnologia do futuro?
Segundo Dresch, times que jogam regularmente em campos artificiais se adaptam mais rápido à superfície, conquistando mais pontos em casa e prejudicando adversários. Ele afirmou que o futebol brasileiro vive uma “aberração da falta de controle” e pediu um debate sério sobre o tema. A crítica atinge diretamente clubes como Athletico-PR e Palmeiras, que usam gramado sintético em seus estádios.
Lesões são mais frequentes no gramado sintético?
Estudos internacionais apontam que o risco de lesões pode aumentar em gramados artificiais. Pesquisas de Fuller et al. (2007) e Ekstrand et al. (2011) mostram que fatores como tempo de jogo, intensidade física e tipo de movimentação impactam diretamente na segurança dos atletas. Em um campeonato de alto rendimento como o Brasileirão, esses detalhes fazem diferença — e podem colocar em xeque a saúde dos jogadores.
Flamengo entra na briga
Curiosamente, Dresch elogiou o Flamengo por puxar esse debate. Recentemente, o clube carioca também se manifestou contra o uso do gramado sintético. A discussão agora extrapola o campo técnico e chega aos bastidores da CBF, onde dirigentes e especialistas analisam possíveis mudanças no regulamento para os próximos anos.
Perguntas e respostas:
Estudos indicam que o risco pode aumentar, mas depende do tipo de jogo e intensidade.
Pela durabilidade, menor custo de manutenção e uso para eventos paralelos.
Sim, mas isso exigiria mudanças no regulamento e pressão dos clubes.



