Câmara de Várzea Grande acumula 259 projetos sem votação e vereadores cobram explicações de Wanderley Cerqueira; veja vídeo

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A Câmara Municipal de Várzea Grande acumula 259 projetos de lei sem votação, o equivalente a 80,4% das 322 propostas protocoladas em 2026. O levantamento, apresentado pelo vereador Bruno Rios durante a sessão desta terça-feira (3), aponta atrasos na tramitação das matérias e motivou cobranças à gestão do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira.

Mais de 200 projetos ultrapassaram os prazos

Segundo o relatório, elaborado com dados do sistema legislativo da Câmara, apenas 53 projetos (16,5%) receberam aprovação, incluindo aqueles que ainda aguardam a elaboração do autógrafo. Outros três foram arquivados.

Além disso, 228 das 259 propostas pendentes já ultrapassaram os prazos regimentais. O levantamento aponta uma mediana de tramitação de 134 dias, enquanto 95 projetos aguardam há mais de seis meses.

Propostas sequer chegaram às comissões

Outro dado apresentado mostra que 108 projetos passaram pela leitura em plenário, mas não seguiram para análise das comissões permanentes. Além disso, 33 propostas ainda não tiveram leitura e outras 106 permanecem na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Diante dos números, Bruno Rios cobrou providências da presidência e defendeu maior agilidade na análise de propostas relacionadas à educação, saúde e bem-estar animal.

Projeto envolve dívida de R$ 1 bilhão

Entre as matérias pendentes está uma proposta do Executivo, apresentada em 2025, que permite o pagamento de precatórios por acordo direto. A medida busca agilizar a quitação de uma dívida municipal estimada em aproximadamente R$ 1 bilhão.

O projeto ainda não chegou à votação do plenário.

Vereadores criticam demora nas votações

O líder do Executivo, Rogerinho da Dakar, também questionou os atrasos e afirmou que as comissões devem analisar a legalidade das propostas, emitir pareceres e permitir que o plenário decida pela aprovação ou rejeição.

“Vocês não têm direito de segurar projeto por vaidade. Qual é o direito de vocês? O direito é fazer o parecer e colocar em pauta”, criticou o parlamentar.

As cobranças direcionadas à presidência ocorreram durante a sessão legislativa. O texto apresentado não inclui manifestação de Wanderley Cerqueira sobre os números e as críticas dos vereadores.

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