Um cachorro-vinagre, considerado uma das espécies mais raras da fauna brasileira, foi registrado nesta semana no Parque Sesc Serra Azul, em Rosário Oeste, a 133 quilômetros de Cuiabá. Câmeras de monitoramento remoto flagraram o animal correndo sozinho por uma área de mata da unidade de conservação, que possui cerca de 5 mil hectares.
Câmeras registram passagem pela mata
O monitoramento realizado no Parque Sesc Serra Azul permitiu identificar a presença do cachorro-vinagre em seu ambiente natural. Além das imagens captadas pelas câmeras instaladas na área, pesquisas científicas desenvolvidas na unidade de conservação também identificaram a espécie.
Nas imagens divulgadas, o animal aparece sozinho e corre entre áreas de vegetação. O registro chama atenção principalmente pela raridade da espécie e pela dificuldade de observá-la diretamente na natureza.
Segundo o Sesc, o cachorro-vinagre já apareceu nas três áreas de conservação que integram o Polo Socioambiental Sesc Pantanal. Essas unidades estão distribuídas entre os biomas Pantanal e Cerrado.
Espécie também aparece em outras áreas protegidas
O novo flagrante amplia os registros do animal nas áreas monitoradas pelo Sesc. O uso de câmeras remotas permite acompanhar espécies que circulam pelas áreas de conservação sem a necessidade da presença constante de pesquisadores nos locais onde os equipamentos estão instalados.
No Parque Sesc Serra Azul, a área protegida ocupa aproximadamente 5 mil hectares. O espaço fica localizado no município de Rosário Oeste, em Mato Grosso, e integra as iniciativas de conservação ligadas ao Polo Socioambiental Sesc Pantanal.
Nome curioso vem do forte odor da urina
Além da raridade, o cachorro-vinagre possui uma característica que explica seu nome popular. O forte odor de sua urina deu origem à denominação pela qual a espécie ficou conhecida.
O animal utiliza a urina para marcar território. Durante esse comportamento, pode apoiar o corpo nas patas dianteiras e levantar as patas traseiras, direcionando a urina para árvores, pedras e outras superfícies.
Dessa forma, o registro feito em Rosário Oeste revela não apenas a presença de uma espécie difícil de ser encontrada, mas também permite acompanhar sua circulação em uma extensa área de conservação de Mato Grosso.
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