A promessa de uma Câmara mais pacífica e produtiva parece cada vez mais distante. A sessão ordinária desta terça-feira (7), em Cuiabá, terminou em confusão após uma discussão acalorada entre os vereadores Chico 2000 (PL) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania). O episódio, marcado por xingamentos e até ameaça de briga física, fez o plenário reviver o apelido que tenta esquecer: o de “Casa dos Horrores”.
Palavrões e provocações no plenário
A confusão começou durante a votação do projeto que cria a Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento (SMPEO). Durante o debate, alguns vereadores reclamaram de não conseguir justificar seus votos, o que acirrou os ânimos. Em meio à tensão, Chico 2000 e Coronel Dias trocaram provocações diretas.
O clima esquentou quando Chico, visivelmente irritado, chamou o colega “para porrada” e elevou o tom das ofensas. Dias respondeu, e o plenário virou um campo de gritaria. A vereadora Katiuscia Mantelli (PSB), que ocupava a primeira secretaria, tentou intervir e pedir calma, mas precisou suspender a sessão para restabelecer a ordem.
O bate-boca foi filmado e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde internautas criticaram a falta de decoro e profissionalismo dos parlamentares.
Repercussão e desgaste entre os vereadores
Após a confusão, aliados dos dois tentaram minimizar o caso, alegando que as discussões fazem parte do “calor do debate político”. No entanto, dentro da Casa, o episódio gerou constrangimento e reforçou o clima de divisão entre os grupos.
Nos bastidores, comenta-se que o desentendimento pode abrir espaço para novas disputas internas e até pedidos de retratação formal. Parlamentares mais moderados afirmam que a situação “passou dos limites” e defendem uma punição exemplar para evitar novos confrontos.
A difícil tarefa de mudar a imagem da Câmara
Desde o início desta legislatura, os vereadores de Cuiabá vêm tentando reverter a imagem negativa da Casa, marcada por confusões e trocas de ofensas em plenário. No entanto, episódios como o de terça-feira mostram que o caminho para a pacificação política ainda é longo.
Para analistas locais, o caso entre Chico 2000 e Coronel Dias simboliza a dificuldade de transformar o debate público em algo produtivo e respeitoso. O incidente reforça que, mais do que discursos, a Câmara precisa de uma mudança de postura — dentro e fora das câmeras.
Perguntas curiosas:
O que motivou a briga entre Chico 2000 e Coronel Dias?
O desentendimento começou durante o debate sobre a criação da nova secretaria municipal.
A sessão foi encerrada após o tumulto?
Sim, a primeira-secretária Katiuscia Mantelli suspendeu os trabalhos para conter os ânimos.
O caso pode gerar punição aos vereadores envolvidos?
Sim, o plenário pode avaliar medidas disciplinares por quebra de decoro parlamentar.





