O conflito entre Israel e Irã já transformou completamente a rotina em Tel-Aviv. Desde a última sexta-feira (13), a cidade vive dias de tensão, incertezas e medo. Sirenes, explosões e alertas constantes fazem parte do cotidiano dos moradores, que agora precisam se adaptar rapidamente a uma nova realidade.
Supermercados esvaziam em questão de horas
Logo após os primeiros ataques com mísseis, a reação dos moradores foi imediata. Muitos correram para os supermercados, na tentativa de garantir alimentos e suprimentos básicos. Entretanto, em poucas horas, prateleiras ficaram completamente vazias. Alimentos essenciais, água, enlatados e produtos de higiene simplesmente desapareceram. Segundo Marcelo Podgaetz, brasileiro que vive na cidade há mais de duas décadas, “no segundo dia já não havia mais absolutamente nada”. Apesar disso, há a esperança de que o abastecimento volte ao normal nos próximos dias.
Bunkers deixam de ser opção e viram necessidade
Ao mesmo tempo, enquanto as sirenes soam, os bunkers se tornam refúgios obrigatórios. Marcelo e sua família precisaram se abrigar quatro vezes em apenas 24 horas. Além disso, como é comum nas residências israelenses, o apartamento dele conta com um bunker que também serve de quarto para uma das filhas. Essa estrutura, que antes parecia apenas uma precaução, hoje se tornou indispensável para garantir segurança durante os ataques. Assim, a vida subterrânea virou uma extensão da casa para milhares de famílias.
Ruas desertas e um futuro incerto
Por consequência dos bombardeios, o governo israelense adotou uma série de medidas restritivas. Ruas foram bloqueadas, voos cancelados e escolas fecharam as portas. O transporte público opera de forma limitada, enquanto os moradores vivem em constante estado de alerta. Embora alguns especialistas prevejam que o conflito pode durar semanas, outros alertam que a situação pode se agravar ainda mais, caso novas nações decidam entrar na guerra.
Perguntas frequentes
Devido ao medo dos bombardeios, a população correu para estocar alimentos e suprimentos.
Sim. Desde 1991, a lei israelense exige que todas as construções residenciais contem com um abrigo antiaéreo.
Sim. Existe o risco real de que outras nações do Oriente Médio se envolvam diretamente, ampliando a crise.



