Bombeiros encontram corpo de adolescente após quatro dias de buscas no Rio Arinos em MT

O Corpo de Bombeiros Militar encontrou, nesta quarta-feira (3), o corpo da adolescente de 13 anos que desapareceu após um afogamento no Rio Arinos, na divisa entre Tapurah e Nova Maringá. As equipes realizaram buscas durante quatro dias e localizaram a vítima após enfrentar correnteza intensa, água turva, pedras submersas e áreas com redemoinhos. A corporação de Lucas do Rio Verde confirmou a informação.

A adolescente pescava com amigos no domingo (31), quando desapareceu nas águas do rio por volta das 16h. Moradores acionaram os bombeiros cerca de 30 minutos depois. As equipes chegaram ao local, mapearam a área e iniciaram imediatamente os trabalhos de busca com apoio de moradores e pescadores da região.

Os militares ampliaram as varreduras ao longo dos dias e percorreram diferentes pontos do Rio Arinos. Nesta quarta-feira, os bombeiros localizaram o corpo e encerraram a operação. Em seguida, as equipes acionaram a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Polícia Civil para os procedimentos legais.

Condições do rio aumentaram o risco e dificultaram as buscas

A forte correnteza reduziu a capacidade de deslocamento das equipes durante a operação. A água turva limitou a visibilidade dos mergulhadores, enquanto pedras e redemoinhos ampliaram os riscos para os profissionais envolvidos na missão.

O Rio Arinos registra trechos considerados perigosos para banhistas e pescadores, principalmente em áreas com profundidade variável e correnteza irregular. Especialistas alertam que mudanças bruscas no leito podem surpreender pessoas sem experiência em ambientes naturais.

O afogamento figura entre as principais causas de mortes acidentais de crianças e adolescentes no país. Por isso, bombeiros recomendam atenção redobrada durante atividades de lazer em rios, lagos e represas, especialmente em locais sem monitoramento ou sinalização.

Autoridades reforçam orientações para prevenir novas tragédias

O Corpo de Bombeiros orienta a população a evitar mergulhos em locais desconhecidos, respeitar áreas de risco e supervisionar crianças e adolescentes durante atividades aquáticas. O uso de coletes salva-vidas também reduz significativamente o risco de mortes em ambientes fluviais.

Em situações de emergência, testemunhas devem acionar imediatamente os serviços especializados e evitar tentativas de resgate sem treinamento adequado. Muitas ocorrências resultam em múltiplas vítimas quando pessoas entram na água para ajudar sem condições técnicas.

Mhylenna

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