A advogada e ex-vice-prefeita de Cuiabá, Beatriz Helena Bressane Spinelli, conhecida como Bia Spinelli, morreu nesta terça-feira (8), aos 82 anos. Ela lutava contra um câncer e recebia tratamento no Hospital Santa Rosa, onde faleceu. A notícia mobilizou autoridades e moradores da capital mato-grossense.
Bia fez história como uma das primeiras mulheres a ocupar cargos de destaque na política da cidade. Durante o mandato de Frederico Campos (1989–1992), ela exerceu a vice-prefeitura com firmeza e protagonismo, participando ativamente das decisões administrativas e defendendo pautas sociais relevantes.
Bia desafiou barreiras e disputou a Prefeitura
Em 1996, Bia disputou a Prefeitura de Cuiabá. Recebeu 19,16% dos votos e ficou entre os principais nomes da corrida eleitoral. Apesar de não conquistar a vitória, ela fortaleceu o espaço das mulheres na política mato-grossense, onde a presença feminina ainda enfrenta resistência. Bia também exerceu mandato como vereadora e atuou com firmeza nas pautas legislativas da capital.
A trajetória de Bia serviu de inspiração para outras lideranças femininas. Em tempos em que a representatividade ainda avançava lentamente, ela enfrentou o desafio de disputar cargos majoritários com coragem e preparo.
Família, reconhecimento e despedida
Bia se casou com o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ubiratan Spinelli. Juntos, construíram uma família sólida e tiveram três filhos. A família ainda não informou os detalhes sobre o velório e o sepultamento.
O prefeito Abilio Brunini, a vice-prefeita coronel Vânia Rosa e a primeira-dama Samantha Iris divulgaram nota conjunta:
“Manifestamos nossa total solidariedade neste momento de dor. Que Deus conforte a família e dê força suficiente a todos.”
Outras lideranças políticas também expressaram pesar e destacaram a contribuição de Bia para o desenvolvimento de Cuiabá e para o fortalecimento da democracia local.
Perguntas frequentes
Bia foi vice-prefeita, vereadora e uma das primeiras mulheres a disputar a prefeitura da capital.
Ela faleceu aos 82 anos, vítima de câncer.
Ela abriu espaço para mulheres na política e marcou gerações com sua liderança ética.



