O empresário Odílio Balbinotti, primeiro suplente de José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, afirmou que Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, não foi convidado para o lançamento oficial da campanha de Medeiros, realizado na quinta-feira (17), em Cuiabá. A declaração expôs novamente o distanciamento entre grupos do mesmo partido durante a campanha eleitoral. Segundo Balbinotti, as divergências passam principalmente pela aliança do PL com o MDB, composição que encontrou resistência entre aliados de Medeiros.
Balbinotti relaciona ausência à aliança com MDB
Questionado sobre a ausência de Wellington no evento, Balbinotti afirmou que a organização estava sob responsabilidade de Medeiros e disse acreditar que o candidato ao Governo não recebeu convite.
“Acho que ele não foi convidado, porque é o Medeiros que controla essa parte. Vocês sabem da nossa situação. A do MDB. O MDB entrou forçado dentro dessa coligação. A gente sempre foi contra essa entrada do MDB, isso não é nenhuma novidade”, declarou.
A entrada do MDB tornou-se um dos principais pontos de divergência entre integrantes do PL em Mato Grosso. Medeiros já havia criticado publicamente a composição e afirmado que a decisão ocorreu sem o apoio de parte da base bolsonarista.
Apesar das diferenças, Wellington e Medeiros continuam oficialmente vinculados ao mesmo projeto eleitoral. O PL oficializou Wellington para o Governo e Medeiros para o Senado durante a convenção estadual realizada em julho.
Grupo de Medeiros decidiu fazer campanha separada
Balbinotti também afirmou que, diante das divergências internas, o grupo passou a concentrar esforços exclusivamente na campanha de Medeiros ao Senado.
“Resolvemos fazer nossa campanha sozinhos. Fazendo nossa campanha, cuidando da campanha do Medeiros. É isso que fizemos e estamos fazendo. Para mim, é assunto que já prescreveu”, completou.
Na prática, as agendas separadas têm se repetido durante a campanha. Medeiros e integrantes de seu grupo participaram de compromissos políticos ligados à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro sem a presença de Wellington.
Wellington, por outro lado, já declarou publicamente que não mantém rusgas com Medeiros e que pediria votos para o correligionário durante a campanha.
Medeiros diz que evento era aberto
A versão de Medeiros apresentou uma nuance diferente sobre a ausência. Questionado durante o lançamento sobre a falta de Wellington, o candidato ao Senado não detalhou o motivo e respondeu: “Não, o evento é público e todo mundo está convidado”.
O candidato a vice-governador na chapa de Wellington, Reinaldo de Morais (Novo), participou do lançamento e pediu votos para Wellington, Medeiros e Flávio Bolsonaro. Já manifestações exibidas no evento de integrantes da família Bolsonaro concentraram o apoio em Medeiros e na candidatura presidencial de Flávio.
Assim, as declarações mostram duas situações simultâneas: Wellington e Medeiros permanecem formalmente no mesmo campo eleitoral, mas os grupos ligados aos dois candidatos vêm conduzindo parte das agendas e estratégias de campanha de maneira separada.
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