Um avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na sexta-feira (25), em Kenge, capital da província de Kwango, no sudoeste da República Democrática do Congo, deixando 17 pessoas mortas. Não houve sobreviventes. Entre as vítimas estavam dois importantes integrantes da Justiça Militar congolesa. A aeronave, um Let L-410 operado pela Tracep Congo Aviation, seguia de Kikwit para Kinshasa quando apresentou problemas durante o voo e tentou realizar um pouso de emergência. O avião acabou atingindo uma área residencial e foi consumido pelas chamas. Autoridades revisaram o número de vítimas depois que o incêndio foi controlado.
Problema durante o voo antecedeu queda
Segundo informações das autoridades locais, a aeronave apresentou uma falha durante o trajeto. Diante da situação, a tripulação tentou encontrar um local para realizar o pouso em Kenge.
O vice-governador de Kwango, Rémy Saki Bokinda, informou que a cidade não possuía uma pista disponível para a operação. O avião caiu em uma propriedade e pegou fogo após atingir o solo.
As primeiras informações apontavam um número menor de vítimas. Posteriormente, as autoridades encontraram 16 corpos de adultos e o corpo de um bebê, elevando o total para 17 mortos.
Dois generais estão entre as vítimas
Entre os mortos estão dois integrantes da cúpula da Justiça Militar do país. As Forças Armadas congolesas confirmaram as mortes do tenente-general Joseph Mutombo Katalayi Tiende, primeiro presidente da Alta Corte Militar, e do tenente-general Lucien-René Likulia Bakumi, auditor-geral das Forças Armadas.
Os militares retornavam de uma missão oficial. A aeronave havia partido de Kikwit e tinha Kinshasa como destino quando ocorreu o acidente.
Não houve registro de sobreviventes entre as pessoas que estavam no avião. As informações disponíveis também não apontam mortes no solo.
Companhia aérea tem operações suspensas
Após o acidente, o Ministério dos Transportes da República Democrática do Congo determinou a suspensão das atividades da Tracep Congo Aviation em todo o território nacional e ordenou a retirada imediata do certificado da companhia. Segundo o governo, a medida permanecerá enquanto as circunstâncias do acidente são investigadas.
O Bureau Permanente de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação enviou investigadores ao local e determinou a preservação da área para permitir a coleta de elementos que possam esclarecer as causas da queda.
A investigação deverá determinar qual problema atingiu a aeronave e reconstruir os últimos momentos do voo antes da tentativa de pouso em Kenge.
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