Lumar Costa da Silva, de 33 anos, considerado inimputável após matar e arrancar o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, em julho de 2019, está apto a sair do Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho (CIAPS) após oito meses de internação. A decisão foi baseada em um laudo psiquiátrico da unidade que atesta que ele não necessita mais de cuidados intensivos, devendo continuar o tratamento em um Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) de seu município.
O crime chocante ocorreu em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, quando Lumar levou o coração da vítima e o entregou para uma filha dela. Um laudo de fevereiro de 2020 apontou que Lumar sofre de transtorno afetivo bipolar e não tinha condições de viver em sociedade na época do crime.
Após ser considerado inimputável, ele foi transferido da Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira para o hospital psiquiátrico em Cuiabá, onde passou por tratamento. Durante sua transferência para a penitenciária, Lumar foi flagrado tentando enforcar outro preso, o que reforçou a necessidade de cuidados psiquiátricos contínuos.
O relatório atual da equipe multiprofissional do Adauto Botelho afirma que Lumar está pronto para a alta hospitalar e deve seguir com o tratamento em modalidade ambulatorial no CAPS, um centro destinado ao acompanhamento de saúde mental comunitário. A decisão final sobre sua situação foi tomada pelo juiz da Segunda Vara Criminal de Sorriso, Anderson Candiotto, que destacou a necessidade de tratamento psiquiátrico por tempo indeterminado para Lumar devido ao seu diagnóstico e histórico de comportamento perigoso.
Esta situação levanta importantes questões sobre o tratamento de indivíduos com transtornos mentais severos e a segurança pública, equilibrando a necessidade de reabilitação com a proteção da sociedade.




