Após defender restrição a operações em período eleitoral, Medeiros admite que procurou Gilmar por temor de ação policial; veja vídeo

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O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) confirmou que procurou pessoalmente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após receber informações de que poderia ser alvo de uma operação policial durante a reta final da campanha eleitoral. Segundo o parlamentar, ele buscou o magistrado em Brasília para esclarecer diretamente o rumor. A declaração ganhou repercussão porque ocorreu semanas depois de Medeiros defender que operações policiais contra candidatos fossem restringidas nos seis meses anteriores às eleições. O parlamentar apresentou essa proposta após a Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) entre os alvos.

Medeiros confirma que buscou ministro em Brasília

Medeiros afirmou que recebeu informações de que poderia ocorrer uma operação em sua residência e decidiu procurar Gilmar Mendes. Conforme o relato do candidato, ele pediu ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro, que intermediasse a audiência.

Em manifestação posterior, Medeiros confirmou publicamente o encontro e afirmou que não buscou qualquer benefício. “Sim, eu procurei Gilmar Mendes. Não para pedir favor e nem para fazer qualquer compromisso”, declarou. Segundo o candidato, o objetivo era esclarecer se existia alguma operação envolvendo seu nome.

Medeiros também relatou que saiu da conversa entendendo que nenhuma ação estava em andamento contra ele. Até o momento, porém, o candidato não apresentou publicamente documentos ou outras evidências que comprovem a existência da suposta operação mencionada por ele.

Proposta surgiu depois da Operação Heritage

Antes da revelação sobre o encontro com Gilmar Mendes, Medeiros havia defendido mudanças relacionadas à realização de operações policiais durante campanhas eleitorais. A manifestação ocorreu depois da Operação Heritage, que atingiu Mauro Mendes.

Na ocasião, o deputado defendeu que operações envolvendo candidatos fossem realizadas até seis meses antes das eleições e, após esse período, somente depois do pleito. A proposta provocou críticas de outras lideranças políticas de Mato Grosso.

Áudios colocaram encontro no centro da campanha

O contato com Gilmar Mendes ganhou maior repercussão após o vazamento de conversas atribuídas a Medeiros e enviadas a Chico Mendes. Depois da divulgação, o candidato confirmou o conteúdo de parte das declarações e passou a explicar publicamente as circunstâncias do encontro com o ministro.

Medeiros sustenta que os acontecimentos fazem parte de uma tentativa de prejudicá-lo durante a campanha. Essa interpretação representa a versão apresentada pelo próprio candidato. Até agora, não surgiram evidências públicas que confirmem que uma operação policial contra Medeiros estivesse efetivamente programada.

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