O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, indiciado pela morte de Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, afirmou em depoimento que a própria vítima teria “atropelado” o veículo que ele conduzia. A declaração foi prestada ao delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, durante oitiva realizada na tarde de terça-feira (20). O caso ocorreu na Avenida da FEB, em Várzea Grande, e segue sob investigação.
Versão apresentada contraria dinâmica apontada pela polícia
Segundo o delegado, Paulo Roberto declarou que não fugiu do local e alegou falha mecânica no veículo, uma Fiat Toro, que supostamente não conseguiria virar à direita. Por esse motivo, ele afirmou que seguiu até o Shopping de Várzea Grande, realizou uma rotatória e retornou ao ponto do acidente. A autoridade policial, no entanto, destacou que imagens de câmeras mostram o veículo em alta velocidade e o condutor seguindo o trajeto sem d
A vítima atravessava a avenida quando o motorista da Fiat Toro atingiu seu corpo. A colisão arremessou a idosa para o outro lado da via, onde o condutor de um Fiat Strada passou por cima dela. O segundo motorista permaneceu no local do acidente, prestou esclarecimentos à polícia e deixou a delegacia após a oitiva.
Crime de trânsito tratado como homicídio doloso
A Polícia Civil indiciou Paulo Roberto por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de fuga do local do sinistro. De acordo com o delegado, as imagens revelam ausência de preocupação com a vítima e reforçam a linha de investigação. A legislação brasileira permite esse enquadramento quando o condutor assume o risco de provocar a morte ao adotar comportamento perigoso no trânsito.
O motorista da Fiat Toro deixou o local logo após o atropelamento, mas equipes da Deletran o localizaram pouco tempo depois no shopping da cidade.
Histórico criminal amplia atenção sobre o caso
Paulo Roberto acumula condenações anteriores por crimes graves. Em 2006, a Justiça o condenou a 19 anos de prisão pelo assassinato da estudante Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, morta em um motel em Juscimeira. Na época, ele utilizava identidade falsa e tentou dificultar a identificação do corpo.
O advogado também recebeu condenação por matar um delegado no Rio de Janeiro, crime ocorrido em 1998 dentro de uma viatura policial. Em razão dessas sentenças, a Ordem dos Advogados do Brasil o excluiu de seus quadros em 2014, embora seu nome ainda apareça no sistema nacional da entidade.
Perguntas frequentes:
Ele afirmou que a vítima teria colidido contra o carro e negou fuga do local.
A polícia entende que houve assunção de risco ao dirigir em alta velocidade.
Ele não define a culpa, mas aumenta o rigor na análise do caso.








