Uma anta morreu atropelada na manhã deste domingo (27) na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O animal foi encontrado já sem vida às margens da pista, em um trecho que corta a área do Parque Nacional. Assim, a ocorrência reforçou um problema antigo e frequente: o número crescente de animais silvestres que morrem ao tentar cruzar a estrada em busca de alimento, água ou abrigo.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) July 27, 2025
Rodovia corta área de preservação e representa ameaça constante à fauna
Motoristas que trafegam pela MT-251 frequentemente encontram animais atropelados na pista. Apesar de placas que alertam sobre a presença de fauna, muitos condutores ignoram os limites de velocidade, principalmente em horários de menor fiscalização. A anta, maior mamífero terrestre da América do Sul, costuma percorrer grandes distâncias por instinto de sobrevivência, e ao tentar cruzar a pista sem proteção, sofre um risco altíssimo de ser atingida.
A região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães abriga uma rica biodiversidade, e a estrada passa por áreas de grande importância ambiental. No entanto, sem a instalação de passagens de fauna, redutores de velocidade ou barreiras físicas, animais como tamanduás, tatus e até onças continuam expostos diariamente.
Número de atropelamentos de animais silvestres assusta especialistas
Pesquisadores alertam que o Brasil registra mais de 475 milhões de mortes de animais por atropelamento todos os anos. Na MT-251, ativistas locais já contabilizaram mais de 60 mortes apenas nos últimos meses. A cada novo registro, a população pressiona por ações concretas, mas as medidas permanecem limitadas a campanhas pontuais de conscientização e sinalização.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) cobra desde 2022 a instalação de passagens subterrâneas e aéreas para a travessia segura dos animais, mas o projeto não saiu do papel. Enquanto isso, a fauna segue pagando o preço da urbanização desenfreada e da negligência ambiental.
Porque a estrada corta áreas de mata e não possui passagens de fauna.
A instalação de passagens, radares e barreiras de contenção nos trechos mais críticos.
Não. Outros animais como tamanduás, tatus e até onças já morreram atropelados nesse mesmo trecho.









