A corrida eleitoral rumo ao Palácio Paiaguás em 2026 já começa a movimentar os bastidores políticos de Mato Grosso, e nesta semana o clima esquentou de vez. O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, reagiu com ironia a uma declaração do senador Wellington Fagundes (PL), que exigiu um nome de “direita legítima” na disputa. A fala provocativa de Garcia expôs o passado político de Fagundes, que já esteve ao lado de governos petistas, e sinalizou um novo estágio no embate entre as alas que disputam o comando do Estado.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) July 26, 2025
Fábio Garcia expõe contradições e sai em defesa de Pivetta
Ao rebater as críticas do senador, Fábio Garcia questionou publicamente a coerência ideológica de Fagundes. “Alguém de direita legítima apoiaria o governo Lula ou o governo Dilma por um tempo?”, provocou, em tom direto. A frase evidenciou o histórico de alianças do senador mato-grossense com gestões do PT, algo que ele evitava destacar nas últimas eleições, principalmente durante a ascensão do bolsonarismo no Estado.
A resposta de Garcia também serviu para blindar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nome já cogitado como sucessor de Mauro Mendes e amplamente apoiado pelo setor do agronegócio. O grupo político do atual governador tem buscado construir uma candidatura de continuidade, apresentando Pivetta como alguém de gestão técnica, equilibrada e com respaldo entre prefeitos e produtores rurais.
Wellington tenta liderar a direita e critica “falsos conservadores”
Pré-candidato declarado ao governo estadual, Wellington Fagundes vem articulando a união de diferentes setores da direita, mas mira especialmente no eleitorado bolsonarista. Em declarações recentes, o senador disse que muitos políticos “se elegem como conservadores e depois esquecem os princípios que defenderam”. A crítica mirou rivais moderados que têm apoio da base rural e evangélica, alvo do PL.
Fagundes se apresenta como líder da “direita verdadeira” em MT, apesar de já ter apoiado o PT. Essa contradição, no entanto, agora virou munição para seus opositores.
Clima de disputa antecipada agita bastidores da política mato-grossense
Mesmo a um ano da eleição, o debate sobre a direita já domina a política em todo o Estado. O cenário indica um confronto entre Pivetta, apoiado pelo governo, e Fagundes, que tenta reunir o bolsonarismo.
Enquanto isso, outros nomes podem surgir à medida que a eleição se aproxima, principalmente se a polarização entre centro-direita e extrema-direita se acirrar. A sucessão de Mauro Mendes promete ser uma das mais estratégicas da história recente do Estado.
Perguntas frequentes:
Ele defende Otaviano Pivetta, atual vice-governador, como sucessor de Mauro Mendes.
Ele rebateu a fala de Wellington Fagundes, que cobrou um candidato de “direita legítima”.
Ele rebateu a fala de Wellington Fagundes, que cobrou um candidato de “direita legítima”.









