A Polícia Penal de Mato Grosso impediu a entrada de 96 celulares na Penitenciária Major Eldo de Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis. Criminosos tentavam usar drones para entregar os aparelhos a detentos. As equipes de segurança reforçaram a vigilância e conseguiram interceptar a carga ilícita antes que chegasse aos presos.
Desde 2021, agentes já apreenderam 689 celulares transportados por drones na unidade. As operações intensificadas garantem o controle interno e dificultam a ação de facções criminosas.
“As apreensões comprovam nossa vigilância e capacidade de resposta. Vamos seguir com operações de inteligência para impedir a entrada de materiais ilícitos e aprimorar a segurança”, afirmou o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato.
Drones desviam rota e criminosos fogem para mata
Os policiais das torres de vigilância identificaram drones sobrevoando o raio 2 da penitenciária. As aeronaves mudaram de direção ao notar a presença das forças de segurança. A equipe externa acompanhou os sinais dos equipamentos e seguiu até a MT-130, onde os aparelhos pousaram em uma propriedade rural.
Ao se aproximarem, os agentes flagraram dois suspeitos com roupas camufladas operando os drones. Os criminosos fugiram para a mata fechada quando os policiais deram ordem de prisão.
As forças de segurança apreenderam quatro drones, 29 baterias, controles remotos e mochilas carregadas com materiais ilícitos.
“A quantidade de baterias mostra que os criminosos planejavam várias viagens para lançar os materiais ilícitos nos Raios”, destacou o diretor da unidade, Ailton Ferreira.
Apreensão gera prejuízo de R$ 500 mil ao crime organizado
Os policiais recolheram 28 celulares, carregadores, fones de ouvido, bebidas alcoólicas e barras de Durepox. O material apreendido soma um prejuízo de meio milhão de reais para as facções criminosas.
A polícia penal intensificou as ações dentro e fora da unidade por meio do Programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas. As operações de inteligência e vigilância ostensiva seguem impedindo a entrada de itens proibidos.
As autoridades alertam para o avanço do uso de drones no tráfico de celulares e drogas dentro das penitenciárias. A tecnologia exige um monitoramento constante e reforço na segurança das unidades prisionais.
Perguntas frequentes
Criminosos usam drones, arremessos por muros e até corrupção interna para entregar celulares dentro das prisões.
As autoridades recolhem, analisam e, em alguns casos, usam como prova para investigações sobre o crime organizado.
O valor varia, mas pode chegar a R$ 20 mil, dependendo do modelo e da dificuldade de entrada na unidade prisional.









