A Secretaria de Ordem Pública realizou, nesta terça-feira, uma ação direta para desmontar uma escada panorâmica instalada em um restaurante localizado em área elevada, após constatar riscos concretos à segurança dos frequentadores. Desde as primeiras vistorias, os técnicos identificaram que a estrutura, apelidada de “escada para o infinito”, não possuía qualquer tipo de licença, autorização ou aprovação técnica emitida pelo poder público. Além disso, a equipe avaliou que os materiais utilizados, especialmente vidro e ferro, sofriam influência constante da maresia, fator que compromete a durabilidade e a resistência ao longo do tempo. Assim, diante desse cenário, a secretaria decidiu agir preventivamente para evitar acidentes graves, já que a escada se encontrava em funcionamento e recebia visitantes diariamente.
Estrutura chamativa virou ponto de fotos, mas apresentava instabilidade
A escada foi instalada com o objetivo de criar um ponto turístico informal dentro do estabelecimento, permitindo que clientes registrassem imagens com vista privilegiada para a orla. A estrutura possuía cinco metros de comprimento, doze degraus até o topo e um guarda-corpo de aproximadamente 1,1 metro. Apesar da aparência moderna e do forte apelo visual, a escada estava posicionada a cerca de 25 metros de altura em relação ao terreno mais próximo. Embora os responsáveis alegassem que o equipamento suportaria até 600 quilos, os técnicos municipais constataram instabilidade significativa durante a análise. Dessa forma, a combinação entre altura elevada, ausência de projeto técnico e exposição constante ao ambiente marítimo ampliou o risco, tornando a manutenção da estrutura inviável sob o ponto de vista da segurança pública.
Avaliação técnica aponta perigo e desmontagem evita acidentes
Durante a vistoria, os profissionais da secretaria concluíram que a escada apresentava sérias falhas estruturais, o que poderia resultar em colapso parcial ou total. A estrutura, que pesava aproximadamente uma tonelada, não oferecia garantias mínimas de estabilidade, mesmo com o limite de carga informado pelos responsáveis. Portanto, a decisão pelo desmonte ocorreu como medida preventiva, visando preservar a integridade física dos clientes e trabalhadores do local. A ação reforça a importância do cumprimento das normas urbanísticas e de segurança, especialmente em áreas de grande circulação e exposição. Assim, o caso serve como alerta para outros estabelecimentos que utilizam estruturas não regulamentadas como atrativo, já que a ausência de autorização e de laudos técnicos pode resultar em interdições imediatas.
Perguntas frequentes:
Porque não possuía licença e apresentava risco de desabamento.
A instabilidade aliada à altura elevada e à ação da maresia.
Não. A escada não tinha qualquer aprovação técnica oficial.








