PF desmonta esquema milionário de vinhos de luxo contrabandeados na fronteira com o Uruguai; Veja vídeo

reprodução: metrópoles
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Sommelier contra um esquema de descaminho de vinhos de alto valor trazidos ilegalmente do Uruguai, com mandados cumpridos no RS e em SP.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de contas bancárias que, somados, ultrapassam R$ 220 milhões. A 2ª Vara Federal de Santana do Livramento autorizou todas as medidas, após a PF reunir provas de que o grupo mantinha uma estrutura estável para importar bebidas sem recolher impostos.

Fronteira virou eixo logístico do esquema criminoso

A investigação apontou Santana do Livramento (RS), na divisa com Rivera, no Uruguai, como principal ponto de entrada das mercadorias. Moradores da região atuavam como operadores locais e garantiam a passagem dos produtos para o território brasileiro, enquanto integrantes em São Paulo cuidavam da distribuição e da parte financeira.

A PF identificou que o grupo mantinha contato direto com fornecedores estrangeiros e organizava o transporte por rotas alternativas, com o objetivo de burlar a fiscalização aduaneira. A atuação coordenada permitia a circulação constante de vinhos de alto padrão no mercado ilegal brasileiro.

Empresas de fachada movimentavam milhões em transferências

Ao quebrar sigilos bancários e fiscais, os investigadores mapearam um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro. Empresas com indícios de funcionamento como fachada transferiam grandes valores para operadores no Rio Grande do Sul, que sacavam parte em espécie ou convertiam os recursos por meio de câmbio ilegal.

Esses valores financiavam novas compras de bebidas no exterior e sustentavam toda a cadeia do contrabando. A PF afirma que a organização utilizava métodos para dificultar o rastreamento das transações e ocultar o verdadeiro destino do dinheiro.

PF apreende documentos e amplia identificação dos envolvidos

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam documentos, celulares, computadores e anotações financeiras. A polícia agora analisa o material para identificar outros integrantes, mapear o patrimônio oculto e dimensionar o volume total do prejuízo causado aos cofres públicos.

A PF segue com as investigações para responsabilizar todos os envolvidos por descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em penas elevadas de prisão e perda de bens.

Perguntas e respostas

O que a PF investigou na Operação Sommelier?

Um esquema de descaminho de vinhos de luxo trazidos ilegalmente do Uruguai para o Brasil.

Onde o grupo atuava principalmente?

Na fronteira em Santana do Livramento (RS) e em empresas localizadas em São Paulo.

Qual foi o valor bloqueado pela Justiça?

Mais de R$ 220 milhões em contas bancárias, além de imóveis e veículos.

Karolina silva

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