A agência semioficial iraniana Fars publicou, nesta segunda-feira (13), um vídeo produzido com inteligência artificial que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo baleado. A animação, divulgada nas redes sociais da agência, faz parte de uma peça de propaganda em meio ao cenário de tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos. O conteúdo rapidamente repercutiu nas plataformas digitais e voltou a chamar atenção para o uso de ferramentas de IA na produção de materiais políticos e de propaganda.
O vídeo apresenta uma sequência fictícia em que Trump entra em um mercado, empurra uma mulher idosa e faz uma criança chorar. Em seguida, o personagem percebe que está sendo seguido por figuras encapuzadas e tenta fugir. Ao entrar em um beco, escorrega em uma casca de banana e cai no chão. Logo depois, um homem surge e dispara contra o presidente norte-americano.
Vídeo foi criado com inteligência artificial
A gravação possui características típicas de conteúdo gerado por inteligência artificial.
Ao final da animação, aparece a frase em inglês “The bill comes due”, cuja tradução é “A conta chegou”.
A mesma mensagem também é exibida em persa, reforçando o tom da propaganda divulgada pela agência iraniana.
Publicação ocorre em meio às tensões
A divulgação acontece em um momento de relações delicadas entre Irã e Estados Unidos.
Nos últimos meses, os dois países voltaram a protagonizar episódios de tensão envolvendo questões militares, diplomáticas e de segurança internacional.
O vídeo passou a circular amplamente nas redes sociais após a publicação pela agência Fars.
Conteúdo gerou repercussão
A animação chamou atenção por retratar um chefe de Estado em uma cena fictícia de violência.
Até o momento, não há informações sobre manifestação oficial do governo dos Estados Unidos em relação ao vídeo.
A publicação também reacendeu o debate sobre o uso da inteligência artificial na produção de conteúdos políticos e propagandas com potencial de ampla disseminação.
A agência Fars é considerada um dos principais veículos semioficiais do Irã e frequentemente divulga conteúdos relacionados à política externa e aos posicionamentos do governo iraniano. O episódio reforça o crescente uso da inteligência artificial na produção de peças audiovisuais de propaganda e evidencia como esse tipo de tecnologia tem sido empregado em disputas narrativas envolvendo governos e temas de relevância internacional.
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