Max Russi promete ir “até as últimas consequências” em disputa territorial entre Mato Grosso e Pará; veja vídeo

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Presidente da Assembleia destaca atuação da Procuradoria do Legislativo e afirma que população da região é a principal razão da ação no STF O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou que o Parlamento estadual continuará atuando até o fim na disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. Segundo ele, independentemente da […]

Presidente da Assembleia destaca atuação da Procuradoria do Legislativo e afirma que população da região é a principal razão da ação no STF

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou que o Parlamento estadual continuará atuando até o fim na disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. Segundo ele, independentemente da participação do governo estadual no processo, a Assembleia seguirá defendendo o que considera ser um direito histórico de Mato Grosso.

Durante entrevista, Russi destacou o trabalho desenvolvido pela Procuradoria da Assembleia Legislativa, que acompanha o caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar informou que novas agendas estão previstas em Brasília para tratar do tema.

“Independentemente da participação do governo ou não, a Assembleia vai até as últimas possibilidades. Nós temos uma reunião em Brasília e a Procuradoria tem sido muito eficiente. Faço um elogio ao trabalho que está sendo realizado”, declarou.

Disputa é considerada justa

Max Russi reconheceu que a ação não é simples e que o desfecho exige uma longa batalha jurídica. Apesar disso, afirmou que a causa é legítima e fundamentada em direitos históricos de Mato Grosso.

“Não é uma luta fácil, não é uma disputa fácil, mas é uma luta justa. Nós estamos defendendo o que é de direito de Mato Grosso, uma área demarcada lá em 1922”, afirmou.

Segundo o presidente da Assembleia, o objetivo principal não é apenas a questão territorial, mas garantir que a população residente na região tenha acesso adequado aos serviços públicos.

População é prioridade

Russi destacou que moradores da área disputada procuraram deputados estaduais relatando dificuldades para acessar serviços essenciais. Entre as principais demandas apontadas estariam saúde, educação e infraestrutura.

“A população procura atendimento, procura educação, procura estradas. No final de tudo, o que importa não é um pedaço maior ou menor de terra. O que importa são as pessoas”, disse.

Para o parlamentar, a discussão deve considerar principalmente a qualidade de vida dos moradores da região e a capacidade do poder público de oferecer atendimento adequado.

Referência histórica

Ao defender a permanência da área sob administração mato-grossense, Russi também citou as demarcações realizadas pelo Marechal Rondon, figura histórica ligada à ocupação e organização territorial do Centro-Oeste brasileiro.

Segundo ele, a ação busca preservar limites historicamente estabelecidos e corrigir uma situação que considera injusta.

Assembleia mantém mobilização

O presidente da Assembleia reafirmou que o Legislativo continuará acompanhando todas as etapas do processo no STF e manterá mobilização política e jurídica em defesa da causa.

“É uma briga que nós vamos até as últimas consequências. Não podemos entrar apenas em disputas fáceis. Precisamos defender aquilo que acreditamos ser justo para Mato Grosso e para a população que vive naquela região”, concluiu.

Fabíola Maria Costa Silva

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