A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (29) a Operação Impetus Doutor Fábio para desarticular um esquema de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro no bairro Dr. Fábio, em Cuiabá. As equipes cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra investigados ligados a uma facção criminosa.
A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) coordenou a operação com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Os investigadores apontam um homem de 31 anos como uma das principais lideranças criminosas da região. A Justiça já o condenou a seis anos e dois meses de prisão por roubo.
As investigações identificaram que o suspeito possuía diversas casas no bairro e utilizava parte dos imóveis para fortalecer a atuação da facção. Os policiais também descobriram uma passagem construída entre residências de um quarteirão para facilitar fugas durante ações das forças de segurança.
Cerco policial com drones impede tentativa de fuga
As equipes montaram um cerco estratégico para impedir qualquer movimentação dos suspeitos. Os policiais utilizaram drones para monitorar a área e bloquear possíveis rotas de escape.
A ação garantiu o cumprimento de todos os mandados expedidos pela Justiça. Durante as buscas, os agentes apreenderam um veículo, aparelhos celulares e porções de drogas que passarão por análise pericial.
Os policiais também conduziram dois homens para a sede da Denarc. Os investigadores ouviram os suspeitos e analisam a participação deles no esquema criminoso.
Polícia rastreia patrimônio e dinheiro da organização criminosa
A Polícia Civil agora concentra esforços na identificação da estrutura financeira do grupo. Os investigadores suspeitam que integrantes da facção utilizaram imóveis e outros bens para ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas.
A legislação brasileira enquadra a lavagem de dinheiro na Lei nº 9.613/1998. A norma prevê pena de três a dez anos de prisão, além de multa. Já a Lei nº 11.343/2006 tipifica o tráfico de drogas e estabelece penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
Os investigadores analisam aparelhos eletrônicos, documentos e movimentações financeiras apreendidas durante a operação. O material poderá revelar novos envolvidos e apontar a extensão do esquema criminoso.







