A morte de Valdevino Almeida Fidelis, de 58 anos, durante ação da Polícia Militar, na segunda-feira (11), em Cuiabá, provocou questionamentos da família sobre a versão apresentada pelas autoridades. A irmã da vítima afirmou que ele não manteve a enteada refém e nunca respondeu por crimes.
A familiar relatou que conversou com Valdevino minutos antes da chegada da polícia. Segundo ela, o homem enfrentava uma crise emocional e tentava tirar a própria vida. Durante a situação, a enteada chegou ao imóvel, conversou com ele e deixou o local sem impedimentos.
“Ela saiu normalmente. Depois ele fechou a porta e os policiais atiraram”, declarou a irmã. Familiares tentavam chegar ao imóvel quando pessoas próximas acionaram a Polícia Militar.
Polícia apreendeu arma com seis munições
Os policiais apreenderam uma arma de fogo com seis munições dentro da residência. A mulher envolvida na ocorrência saiu sem ferimentos. A Polícia Militar informou que atendeu uma situação de ameaça, mas a família contesta a versão oficial.
A irmã da vítima criticou a atuação dos agentes e afirmou que os policiais não tentaram negociar antes dos disparos. Segundo ela, Valdevino permanecia sozinho no imóvel quando a equipe chegou ao endereço.
A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer a dinâmica da ocorrência. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também participa da apuração e deve analisar vestígios, laudos e depoimentos de testemunhas.
A lei permite o uso da força apenas em situações de ameaça real e risco imediato.
O crime acontece quando alguém impede outra pessoa de sair de um local contra a vontade.
A Polícia Civil e a perícia analisam provas, testemunhas e laudos para esclarecer os fatos.
A investigação pode ouvir novas testemunhas e reavaliar provas para esclarecer o caso.





