O Relógio do Apocalipse chega ao limite histórico; Veja vídeo avançou e passou a marcar 85 segundos para a meia-noite, símbolo da aniquilação da humanidade. O novo ajuste foi anunciado nesta terça-feira (27) e representa a menor distância já registrada desde a criação do indicador, há 79 anos. O horário reduziu em quatro segundos a marca anterior, que apontava 89 segundos para o colapso global.
O Conselho de Ciência e Segurança do Boletim dos Cientistas Atômicos atualiza o relógio anualmente. O grupo criou o indicador em 1947, dois anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, para alertar sobre ameaças existenciais. Cientistas ligados ao Projeto Manhattan, como Albert Einstein e Robert Oppenheimer, participaram da fundação da iniciativa.
Alerta ignorado pelas potências
De acordo com o conselho, quanto mais próximos os ponteiros chegam da meia-noite, maior é o risco de uma catástrofe definitiva. No início, o relógio marcava sete minutos para o fim do mundo, em meio às tensões da Guerra Fria. Desde então, conflitos armados, instabilidade política e falhas na cooperação internacional reduziram progressivamente esse intervalo.
Em 2025, os cientistas alertaram que o planeta se aproximava perigosamente de um desastre global. Mesmo assim, países considerados centrais no equilíbrio mundial adotaram posturas mais agressivas. Rússia, China, Estados Unidos e outras nações ampliaram discursos nacionalistas e estratégias de confronto, segundo o relatório.
Militarização acelera risco global
O Boletim destacou projetos militares recentes como fatores decisivos para o novo avanço do relógio. Entre eles está o Domo Dourado, sistema de defesa antimíssil anunciado por Donald Trump. O plano prevê o uso de interceptores espaciais e amplia a possibilidade de conflitos fora da atmosfera terrestre.
Os cientistas avaliam que a militarização do espaço reduz mecanismos de controle e aumenta o risco de escaladas rápidas entre potências nucleares. Esse cenário diminui o tempo de reação e amplia a chance de erros estratégicos com consequências globais.
Clima empurra ponteiros adiante
A crise climática também pesou na decisão. O conselho apontou que o dióxido de carbono na atmosfera alcançou 150% dos níveis pré-industriais. O índice representa o maior já registrado e impulsiona o aumento das temperaturas e do nível do mar.
O relatório destacou que a Europa registrou, pela terceira vez em quatro anos, mais de 60 mil mortes relacionadas ao calor extremo. Para os cientistas, a combinação entre aquecimento global, riscos nucleares e tensões políticas coloca a humanidade em uma situação inédita de vulnerabilidade.
Perguntas e respostas:
Ele indica o nível de risco de uma catástrofe global causada por ações humanas.
Por causa do aumento dos riscos climáticos, nucleares e geopolíticos.
O Boletim dos Cientistas Atômicos, por meio de seu conselho científico.





