A Polícia Civil de Goiás encontrou, na madrugada desta quarta-feira (28), o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro do ano passado em Caldas Novas. Os investigadores localizaram o corpo em uma área de mata do município, 43 dias após o desaparecimento. A corporação confirmou oficialmente a informação e deu sequência aos procedimentos periciais no local.
Daiane desapareceu na noite de 17 de dezembro, quando saiu de seu apartamento para verificar um problema no fornecimento de energia elétrica no subsolo do prédio onde morava. A partir daquele momento, familiares perderam contato com a corretora e não obtiveram mais informações sobre seu paradeiro.
Prisões avançam investigação
Durante uma força-tarefa, a Polícia Civil prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. A ação envolveu o Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, o Grupo de Investigação de Desaparecidos e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios.
Os investigadores realizaram diligências simultâneas e cruzaram informações que levaram às prisões e à localização do corpo. A polícia mantém detalhes sob sigilo para preservar o andamento do inquérito e garantir a coleta completa das provas.
Buscas sem respostas iniciais
Após o desaparecimento, familiares registraram boletim de ocorrência e iniciaram uma busca por conta própria. Eles procuraram hospitais, unidades de pronto atendimento e amigos próximos, mas não encontraram pistas nos primeiros dias. A ausência de informações dificultou o avanço inicial da investigação.
Dias depois, uma amiga da família encontrou um vídeo que mostrou Daiane tentando resolver um problema de energia em um dos apartamentos que administrava. As imagens passaram a integrar o conjunto de provas analisado pela polícia.
Últimos registros em vídeo
Câmeras de segurança do prédio registraram Daiane entrando e saindo do elevador. As imagens mostram a porta se abrindo no subsolo, com a corretora deixando o elevador sozinha. A partir desse ponto, não há novos registros visuais da vítima até a localização do corpo.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte e concluir o inquérito.
Perguntas e respostas:
Na noite de 17 de dezembro, no subsolo do prédio onde morava.
Em uma área de mata em Caldas Novas, Goiás.
O síndico do prédio e o filho dele.





