Uma iraniana que mora no Canadá transformou um gesto simples em um ato político de grande impacto e passou a inspirar manifestações contra o governo do Irã em outros países. Ao acender um cigarro com a imagem em chamas do líder supremo Ali Khamenei, a jovem criou um símbolo visual de resistência que rapidamente ganhou as redes sociais.
Publicação alcança milhões e gera repercussão internacional
A jovem publicou o vídeo em seu perfil e, em poucas horas, usuários de diferentes países passaram a compartilhar as imagens. A gravação mostra a mulher sem o hijab obrigatório e usando uma fotografia incendiada do líder iraniano para acender o cigarro, gesto que contraria diretamente regras impostas pelo regime.
Ação reúne infrações graves segundo leis do Irã
No Irã, a legislação pune quem queima imagens de autoridades religiosas e políticas. O governo também considera crime a exposição de mulheres sem véu em espaços públicos e classifica o ato de fumar como comportamento indevido para mulheres. Ao reunir essas três violações em uma única cena, a jovem intensificou o caráter político do protesto.
Manifestantes reproduzem gesto em atos públicos
Após a viralização, mulheres passaram a repetir a cena em protestos organizados fora do Irã. Registros feitos durante manifestações na Alemanha e em Israel mostram participantes acendendo cigarros da mesma forma, utilizando imagens do líder iraniano em chamas para reforçar críticas ao regime.
Performance vira ferramenta de mobilização nas redes
Especialistas em movimentos sociais apontam que protestos com forte apelo visual conseguem maior engajamento em plataformas digitais. Ao transformar um ato cotidiano em imagem simbólica, as manifestantes ampliam o alcance da mensagem e estimulam novas adesões ao movimento.
Protesto se conecta à luta por direitos das mulheres
O gesto também reforça críticas às leis que controlam o comportamento feminino no Irã. Para muitas ativistas, a cena representa rejeição ao uso obrigatório do hijab, à repressão estatal e às punições impostas a quem desafia normas religiosas. Assim, o ato deixa de ser apenas provocação e passa a integrar uma mobilização global por liberdade e direitos civis.
Perguntas e respostas
No Canadá, país onde ela vive atualmente.
Uma foto do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em chamas.
Porque envolve ausência de hijab, queima de imagem de autoridade e ato considerado impróprio para mulheres.





