Venezuela destrói aeronaves do narcotráfico na fronteira com o Brasil e reforça vigilância aérea; veja vídeo

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A Força Armada Nacional Bolivariana realizou, nesta segunda-feira (29), uma operação de combate ao narcotráfico na fronteira com o Brasil, na região do Amazonas. A ação resultou na destruição de oito aeronaves e na desativação de quatro acampamentos usados por organizações ligadas ao tráfico internacional de drogas. As estruturas estavam distribuídas em pontos estratégicos do município de Alto Orinoco, no estado venezuelano do Amazonas.

Segundo as autoridades, a ofensiva ocorreu de forma simultânea e mirou pistas clandestinas consideradas essenciais para a logística do crime transnacional na faixa de fronteira.

Pistas ilegais e logística do tráfico na fronteira

De acordo com o chefe do Comando Estratégico Operacional da Venezuela, Domingo Hernández Lárez, as aeronaves destruídas operavam sem plano de voo, identificação ou autorização oficial. Elas utilizavam pistas improvisadas em áreas remotas, facilitando o transporte de drogas e dificultando a fiscalização aérea.

Autoridades militares afirmam que a região fronteiriça apresenta desafios naturais, como mata fechada e baixa presença estatal, fatores explorados por redes criminosas para movimentar cargas ilícitas entre países.

Hernández Lárez destacou que, além do envolvimento com o narcotráfico, as aeronaves violavam a Lei de Controle para a Defesa Integral do Espaço Aéreo venezuelano e a Lei de Segurança e Defesa da Nação. Segundo o comando militar, a destruição dos aviões foi justificada como medida de proteção da soberania e do espaço aéreo do país.

O discurso oficial reforça que a Venezuela não aceita a utilização de seu território como rota de passagem para drogas destinadas ao mercado internacional.

Fronteira sensível e cooperação regional

A faixa de fronteira entre Venezuela e Brasil é historicamente apontada como área sensível para crimes ambientais e tráfico de drogas. Especialistas em segurança regional observam que operações desse tipo tendem a deslocar rotas, exigindo vigilância constante e cooperação entre países vizinhos.

Até o momento, não houve posicionamento oficial das autoridades brasileiras sobre a operação específica, mas ações na região costumam ser acompanhadas por forças de segurança dos dois lados da fronteira.

Número de aeronaves destruídas chama atenção

No comunicado oficial, o comando militar informou que, com esta ação, o país soma 39 aeronaves inutilizadas ao longo de 2025. O dado indica intensificação das operações aéreas e terrestres contra o narcotráfico ao longo do ano.

Analistas avaliam que a destruição de aeronaves impacta diretamente a capacidade logística das organizações criminosas, embora não elimine o problema de forma definitiva.

Perguntas frequentes:

Onde ocorreu a operação?
Na fronteira da Venezuela com o Brasil, no município de Alto Orinoco.

Por que as aeronaves foram destruídas?
Por ligação com o narcotráfico e violação das leis aéreas venezuelanas.

Quantas aeronaves já foram inutilizadas em 2025?
Segundo a FANB, 39 aeronaves ao longo do ano.

Fabíola Maria Costa Silva

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