O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, em tom de brincadeira, a falta de energia elétrica que atingiu centenas de milhares de moradores da Grande São Paulo após um forte vendaval registrado nos últimos dias. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (12), durante um encontro com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos estúdios do SBT, em São Paulo, onde os três participaram do lançamento do canal “SBT News”.
Ao ser provocado sobre a crise no fornecimento de energia, Lula atribuiu de forma irônica a responsabilidade ao governador paulista. A fala gerou reação imediata do prefeito, que buscou afastar a ideia de culpa individual pela situação enfrentada pela população.
Apagão após vendaval afeta quase meio milhão de imóveis
Antes da brincadeira, Ricardo Nunes apresentou a Lula dados atualizados sobre a situação elétrica na região metropolitana. Segundo a tabela exibida no celular do prefeito, cerca de 498 mil domicílios permaneciam sem energia havia três dias, abrangendo a capital e municípios vizinhos. O número chamou atenção pela duração do problema e pelo impacto direto na rotina de moradores, com prejuízos a comércios, serviços essenciais e residências.
O vendaval provocou queda de árvores, danos à rede elétrica e interrupções prolongadas no fornecimento, reacendendo o debate sobre a resiliência da infraestrutura urbana diante de eventos climáticos extremos.
Brincadeira política e resposta institucional
Após afirmar, sorrindo, que “a culpa é do Tarcísio”, Lula ouviu do prefeito que o problema não poderia ser atribuído nem ao presidente nem ao governador. Em seguida, o próprio presidente adotou um tom mais institucional e afirmou que trataria do tema com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A mudança de postura indicou que, apesar do tom descontraído inicial, o governo federal acompanha a situação e reconhece a necessidade de diálogo com estados e municípios para enfrentar crises no setor elétrico.
Clima, infraestrutura e responsabilidade compartilhada
O episódio evidencia como eventos climáticos extremos têm gerado desafios recorrentes para grandes centros urbanos. Especialistas apontam que vendavais e tempestades intensas tendem a se tornar mais frequentes, exigindo investimentos contínuos em manutenção de redes, poda preventiva de árvores e modernização do sistema elétrico.
Nesse contexto, a responsabilidade costuma ser compartilhada entre concessionárias, governos estaduais, prefeituras e órgãos reguladores, o que torna o debate político inevitável sempre que há falhas prolongadas no serviço.
Perguntas frequentes:
Quantas residências ficaram sem energia na Grande São Paulo?
Cerca de 498 mil domicílios enfrentaram falta de energia por até três dias.
Lula responsabilizou oficialmente o governo paulista?
Não. A fala ocorreu em tom de brincadeira durante um evento público.
O governo federal vai intervir no problema?
Lula afirmou que discutirá o assunto com o Ministério de Minas e Energia.








