A sessão da Câmara dos Deputados desta terça-feira (9) foi marcada por um episódio de forte tensão. O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) foi retirado à força do plenário pela Polícia Legislativa depois de ocupar a Mesa Diretora em protesto contra o andamento do processo que pode cassar seu mandato. O ato provocou tumulto imediato e reacendeu discussões sobre o uso de medidas disciplinares e disputas internas pelo controle político da Casa.
Protesto no plenário e remoção do parlamentar ampliam crise interna
Glauber subiu à Mesa Diretora logo após a inclusão na pauta do parecer que recomenda sua cassação por quebra de decoro parlamentar. A atitude gerou reação rápida da segurança da Câmara, que executou a retirada do deputado. Durante o procedimento, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), esposa de Glauber, tentou impedir a ação, o que aumentou o clima de conflito entre parlamentares e servidores.
O protesto tinha como objetivo denunciar o andamento do processo disciplinar. Glauber afirma ser alvo de perseguição política e questiona a decisão do Conselho de Ética, que o condenou por agredir um militante do MBL que teria ofendido sua mãe durante um evento público.
Processo de cassação reacende debate sobre decoro e motivação política
O parecer que orienta pela perda do mandato ocorre após o Conselho de Ética considerar que houve quebra de decoro parlamentar. Glauber, no entanto, nega irregularidade e defende que reagiu diante de uma ofensa pessoal que ultrapassou o limite do debate político. Seus aliados afirmam que o processo teria sido acelerado a partir de articulação do presidente da Câmara, Arthur Lira, cuja relação com setores do Psol é marcada por embates.
A discussão sobre a cassação ganhou novo espaço dentro da Câmara e abriu questionamentos sobre imparcialidade, limites do decoro e proporcionalidade das punições aplicadas pelo Conselho de Ética.
Reação de parlamentares cria clima de divisão e incerteza
Após a remoção do parlamentar, deputados de diferentes partidos se dividiram entre críticas à postura de Glauber e à ação da Polícia Legislativa. Parte dos parlamentares considerou a ocupação da Mesa uma afronta ao regimento. Outros afirmaram que a retirada à força elevou a temperatura política e poderia ter sido evitada.
O episódio deve influenciar a continuidade das sessões e reforça a polarização interna em um momento em que a Câmara enfrenta temas delicados, incluindo votações sensíveis e disputas por espaço político dentro do plenário.
Perguntas frequentes:
Por que Glauber Braga foi retirado do plenário?
A Polícia Legislativa o removeu após ele ocupar a Mesa Diretora em protesto contra sua possível cassação.
Qual é o motivo do processo disciplinar?
O Conselho de Ética o condenou por suposta agressão a um militante do MBL, o que caracterizaria quebra de decoro.
O deputado nega as acusações?
Sim. Glauber afirma que houve perseguição política e que reagiu após ofensas dirigidas à sua mãe.





