Cerimônia emociona ao reconhecer trajetória interrompida
Os pais do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta receberam, nessa quinta-feira (27/11), o diploma póstumo do filho, morto por um policial militar dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, em 20 de novembro de 2024. A Universidade Anhembi-Morumbi concedeu o documento durante a Colação de Grau da turma de Marco Aurélio, realizada no Edifício Bunkyo, no centro da capital. O auditório recebeu o casal com uma longa salva de palmas, em um momento que uniu tristeza profunda e homenagem simbólica.
Pai relata dor, memória e sonho interrompido
O pai de Marco Aurélio, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, descreveu a cerimônia como “um sonho lindo dentro de uma vida de pesadelo”. Ele afirmou que o filho mantinha uma essência marcada pela dedicação aos estudos e pelo desejo de exercer a medicina para salvar vidas. Julio relembrou que Marco nasceu prematuro, com apenas 1,2 kg, e sobreviveu graças ao tratamento especializado em Neonatologia — área na qual o estudante pretendia se especializar para salvar recém-nascidos em condições críticas. O pai destacou que o jovem nutria o mesmo sonho dos irmãos, ambos médicos, e que a formatura simbolizava uma vitória que a família jamais imaginou viver dessa forma.
Justiça decide não prender PMs envolvidos no caso
Em outubro, a Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva dos policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, envolvidos na morte de Marco Aurélio. A decisão acompanhou o entendimento do Ministério Público de São Paulo, que também se posicionou contra a prisão. O caso segue em apuração, enquanto a família espera por respostas e responsabilização. O episódio reacende debates sobre violência policial, uso da força e a necessidade de transparência nas investigações envolvendo agentes públicos.
Perguntas e respostas
A universidade homenageou o estudante reconhecendo sua conclusão acadêmica.
Ele queria atuar na Neonatologia e salvar recém-nascidos.
Não. A Justiça negou a prisão preventiva dos dois PMs.






