O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) voltou a movimentar o cenário político ao declarar que o Partido Liberal tem apenas um “plano B”, o “B de Bolsonaro”, para a eleição presidencial de 2026. A fala reforça a estratégia do partido em manter Jair Bolsonaro como principal referência, mesmo diante de sua inelegibilidade e de sua prisão. A declaração também reacende discussões sobre os rumos da sigla, o impacto da ausência do ex-presidente e as alternativas que surgem nos bastidores.
Bolsonaro fora das urnas, mas no centro da disputa
A afirmação de Cattani destaca uma realidade que vem sendo discutida por analistas: o PL continua a centralizar sua identidade em torno de Bolsonaro. Apesar das decisões judiciais que o impedem de disputar as eleições, o ex-presidente mantém forte influência entre apoiadores e segue como peça-chave na articulação política da direita.
Especialistas avaliam que essa presença simbólica pode garantir ao partido uma base consolidada, mas também limitar a capacidade de se reinventar para 2026. O discurso de Cattani reflete essa dependência, que se tornou marca registrada do PL nos últimos anos.
Bastidores do PL revelam incertezas e disputas internas
Embora publicamente o partido reforce o protagonismo de Bolsonaro, lideranças nacionais já discutem alternativas caso o ex-presidente permaneça fora da disputa. Nomes como Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema aparecem em conversas de bastidores, mas nenhum deles conquistou unanimidade dentro da legenda.
A fala de Cattani, portanto, contrasta com movimentos internos que buscam ampliar possibilidades para 2026. O comentário pode ser interpretado como um recado político, dirigido tanto à base militante quanto a setores que defendem alternativas dentro do PL.
Cenário eleitoral de 2026 permanece imprevisível
Com a eleição ainda distante, o cenário segue nebuloso. Pesquisas iniciais mostram fragmentação no campo da direita e crescimento de nomes considerados moderados. Ao insistir no protagonismo de Bolsonaro, o PL reforça sua estratégia, mas corre o risco de disputar espaço com outras siglas conservadoras que tentam construir candidatos próprios.
Analistas também apontam que a mobilização em torno de um nome inelegível pode gerar desgaste no longo prazo. A dinâmica pode mudar conforme novos fatos políticos surgirem, especialmente em relação ao avanço de investigações, alianças estaduais e movimentos do eleitorado.
Perguntas frequentes:
O PL realmente só aposta em Bolsonaro para 2026?
Segundo Cattani, sim. Porém, bastidores mostram debates sobre outros nomes.
Bolsonaro pode concorrer em 2026?
Não. Ele está inelegível, mas segue influente nos rumos da sigla.
Há outros possíveis candidatos dentro da direita?
Sim. Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Romeu Zema surgem como opções em discussões internas.







